Sintesac e Spate pressionam por providências contra Anssau e deputados vão convocar instituição

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A difícil situação vivida no Hospital Regional do Juruá pode estar se aproximando de uma solução. Depois de uma reunião com os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac) e do Sindicato dos Profissionais Auxiliares e Técnicos de Enfermagem e Enfermeiros do Acre do Acre (Spate), os deputados estaduais decidiram apresentar uma convocação para a diretoria da Associação Nossa Senhora da Saúde. Os servidores do hospital estão em greve há cerca de 15 dias.

Como a convocação não pode ser ignorada, da mesma forma como o foi o convite para a Audiência Pública promovida pela Assembleia Legislativa do Estado Acre (Aleac) em Cruzeiro do Sul, a Anssau vai ter de comparecer e explicar abertamente a situação em todos os detalhes.

Parlamentares e sindicatos reunidos

Para chegar a esta tentativa de solução, uma comissão do Sintesac e do Spate manteve uma longa reunião com deputados da Comissão de Constituição e Justiça e da Comissão de Saúde da Aleac, onde a grave situação do hospital Regional foi apresentada aos deputados.

A expectativa agora é sobre como vai se comportar a base governista na Aleac, pois a proposta tem de ser votada em plenário e marcada a data para a diretoria da Anssau se explicar no parlamento. Como esse ano é de eleição, a fatura pode ser cobrada nas urnas.

Pipoca para o plantonista jantar

Segundo o vice-presidente do Sintesac, Jean Marcos Lunier, a situação em Cruzeiro do Sul é caótica e é urgente a necessidade de uma intervenção no trabalho que deveria estar sendo prestado pela Anssau: “Está faltando de tudo, de antibiótico até dipirona”.

Conforme relatou Jean, em diversas vezes a comida servida aos plantonistas era composta apenas por pipoca. “E mesmo recebendo apenas um salário mínimo e sem condições de trabalho, muitos destes servidores ainda conseguem comprar do próprio bolso os remédios que faltam na farmácia do hospital e repassarem aos doentes, salvando vidas”, complementou.

Escolha de Sofia

Mas a situação do hospital é tão grave que não há nem mesmo o básico para o tratamento dos pacientes. “Existe somente um tipo de antibiótico, dos mais simples, para tratar todo o tipo de doentes que chegam ao hospital e a quantidade é mínima”, afirmou Alesta Amâncio, diretora do Sintesac e presidente do Conselho municipal de saúde de Rio Branco.

Segundo Alesta, nem mesmo fralda em quantidade existe, assim como faltam remédios básicos: “Isso tem levado a chamada escolha de Sofia, onde o atendente precisa selecionar quem vai usar a fralda ou quem vai receber o remédio corretamente”.

Assessoria

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