Durante protesto, sindicalista diz que terceirização do Huerb causará demissões e mortes

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Após manifesto realizado pelos trabalhadores da saúde na manhã desta quarta-feira (6), quando houve o fechamento da Avenida Nações Unidas, a secretaria-geral do Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde do Acre (Sintesac), Francinete Barros, afirmou à reportagem da Folha do Acre que a categoria pretende endurecer os protestos caso o governo do Estado continue acelerando o processo de terceirização da rede pública de saúde.

A sindicalista não descarta a paralisação de servidores da saúde como forma de endurecimento do protesto contra a tercerização que afetará unidades como Hospital Geral de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), Maternidade Barbara Heliodora e Unidades de Pronto Atendimento.

“Não iremos aceitar passivamente que o governo do Estado avance covardemente com essa agenda da terceirização que tanto mal poderá causar aos servidores e usuários do sistema público de saúde”, diz Francinete.

Logo após o protesto, que incluiu um abraço simbólico no Huerb, Franciente concedeu entrevista ao site Folha do Acre e afirmou que a terceirização proposta pelo governo Tião Viana irá precarizar ainda mais o atendimento na rede pública e deixará o trabalhador em situação vulnerável, sucetível até mesmo de demissão.

“Se for aprovado prejudica a todos, dos usuários que terão um serviço pior ao servidor que poderá ser substittuido”, diz.

Franciente afirmou que o grande temor dos servidores, principalmente dos que compõem os quadros do Pró-Saúde, é que sejam dispensados.

“Uma vez o Pronto Socorro terceirizado fica mais fácil dispensar os servidores que compõem aqueles chamados 11 mil ameaçados de demissão e os do Pró-Saúde também”, diz.

A sindicalista afirma, ainda, que a terceirização é um retrocesso e um modelo fracassado que deu péssimos resultados em outros estados.

“É um retrocesso que irá prejudicar servidores e usuários do Sistema Único de Saúde. Onde foi implantado deu errado, reduziu o número de leitos e afetou a vida de quem precisa da rede pública”, diz.

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