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Rio Branco, Acre,

 

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Somente uma maior cobertura vacinal para evitar 3ª onda da pandemia no Acre

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Dezenas de pessoas se aglomeram em conveniência em Rio Branco/Foto: Altino Machado

O médico biologista Andreas Stocker, gerente/técnico do Centro de Infectologia Charles Mérieux no Acre, declarou que as autoridades têm quatro semanas para melhorar a cobertura vacinal. Caso contrário, o Estado pode antecipar a chegada da 3ª onda da pandemia, em decorrência dos vírus mutantes que surgiram na Índia e África do Sul que já foram diagnosticados no território brasileiro.

“A identificação precoce destas novas variantes circulantes no país pode determinar a aplicação de uma 3ª dose de imunizante para evitar novas reinfecções”, revelou.

Destacou que precisa de duas semanas para avaliar o quantitativo de amostras com sorologia positiva para prevê se as novas variantes já chegaram ao Acre. Aponta uma desaceleração da 2ª onda por conta do baixo número de exames solicitados com aconteceu no segundo semestre do ano passado com o fim da 1ª onda.

“As pessoas imunizadas não estão isentas de serem contaminadas com as novas variantes dos vírus mutantes no país, mas o risco de complicações é a mínima possível”, observou.

Acredita que o problema deve durar uns três anos, as pessoas que não foram vacinadas podem ser responsáveis pelos surtos locais. A população somente está livre das novas variantes do coronavírus, depois que 100% da população for imunizada. “A 2ª dose é a garantia da imunização, com a possibilidade de mais uma dose de reforço no próximo ano contra as novas variantes”, prevê Dr. Andreas.

O médico infectologista Thor Dantas usou as redes sociais pra falar da chegada da variante indiana ao Brasil. Observa que algumas variantes começam a mostrar algum grau de escape vacinal, como mostra um artigo comparando a resposta vacinal da Oxford/AstraZeneca contra a variante a sul-africana.

Destaca que o surgimento de “variantes de interesse” já se mostrou ser um problema potencial grande em covid-19. Variantes que podem impactar em: gravidade, transmissibilidade, desempenho de testes diagnósticos, resposta aos tratamentos e às vacinas. “Por isso é tão importante evitar a multiplicação e disseminação do vírus, pois isso contribui grandemente para o surgimento de novas e imprevisíveis variantes”, recomenda o epidemiologista acreano.

Dantas defende que todas as pessoas provenientes da Índia deveriam ser postas em quarentena e testadas nesse momento. Defende uma rigorosa vigilância de fronteira e a ampliação da cobertura vacinal da população.

“Se deixarmos as variantes irem na frente da vacina, estamos em maus lençóis. Por outro lado, avançar rápido com a vacinação é a melhor forma de evitar o surgimento de novas variantes”, finaliza Dr. Thor Dantas.

A Tribuna

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