Vereador de Rio Branco pede CPI para investigar indícios de corrupção na Emurb

João Marcos Luz classifica a empresa municipal como a "casa da corrupção da Prefeitura de Rio Branco"

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O vereador de Rio Branco pelo MDB, João Marcos Luz, usou a tribuna da Câmara de Rio Branco na manhã desta terça-feira (12) para afirmar que apresentará até quinta-feira (14) um requerimento solicitando a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar desmandos, irregularidades em licitações e supostos danos ao erário público praticado pela direção da Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb). O vereador qualificou a Emurb como a “casa da corrupção da Prefeitura de Rio Branco”.

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O parlamentar afirmou que diante das denúncias repercutidas na imprensa como de que a Emurb deixou de utilizar ata vigente para optar por cobrar 23% mais caro, interferir em processo licitatório e diante de indícios de corrupção, o mínimo que os vereadores podem fazer é aprovar o requerimento para que a CPI seja instaurada.

“É o mínimo que os senhores podem fazer para estancar esta sangria de corrpução dentro da Emurb. Precisamos desta CPI em andamento para sabermos realmente o que acontece”, diz.

A respeito da denúncia publicada pelo site Folha do Acre de que a Emurb teria deixado de economizar quase R$ 300 mil ao deixar de comprar por uma licitação recém-aprovada e recorrer a do ano anterior e a nota explicando a falta de economicidade, João Marcos Luz classificou as explicações da prefeitura como cínicas.

“As explicações na nota são no mínimo cínicas e precisamos saber realmente o que acontece e chegar aos culpados. O dinheiro daquela empresa é público e não pode ser tratado de forma leviana”, diz.

João Marcos Luz afirmou, ainda, que é gravíssima a denúncia feita na última segunda-feira (11), divulgada na imprensa, de que a direção atual da Emurb estaria tentando pagar de forma ilegal uma dívida de R$ 1 milhão para com a empresa Exp Fortaleza.

“Absurdo imaginar que queiram pagar R$ 1 milhão de reais de forma irregular. Este tipo de coisa não pode continuar acontecendo dentro da Emurb onde um ex-diretor foi preso acusado de corrupção”, diz.

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