PF descarta envolvimento de deputados e servidores da Aleac em esquema de desvio de dinheiro

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Em entrevista coletiva concedida na manhã desta quinta-feira (13), o superintendete da Polícia Federal (PF) no Acre, Rafael França, afirmou que não houve prisões nem conduções coercitivas de deputados e nem servidores da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) durante a deflagração da Operação Hefesto que combate corrupção em contratos públicos.

A operação foi deflagrada nas primeiras horas desta quinta-feira e teve por objetivo desarticular um grupo criminoso que, de forma estruturada, fraudou contratos públicos no âmbito da Assembleia Legislativa do estado do Acre. Os membros do grupo, que provavelmente prestavam serviços indiretos à Aleac, que estão presos, não tiveram os nomes revelados pela superintência da PF.

O grupo também é investigado por tentativa de suborno a servidores da Justiça do Trabalho, com o intuito de encobrir o esquema criminoso para que não fosse descoberto pelos órgãos de fiscalização e persecução penal.

Foram cumpridos cumpridos 24 mandados, sendo 7 mandados de prisão e 17 mandados de buscas e apreensão nos municípios de Rio Branco, Xapuri e Sena Madureira. 80 policiais federais estão participando da fase ostensiva da investigação.

“O cuidado com fake news e a delicadeza do processo eleitoral tem que ser levado em conta”, diz superintendente

O superintendente Rafael França, em conversa com os jornalistas Victor Augusto, Tião Victor e Gina Menezes, falou da prática adotada pela Polícia Federal de não divulgar nomes de suspeitos para preservar o princípio da inocência. O superintendente da PF afirmou que é necessário ter cuidado com os fatos não servirem como bases para fake news.

“É uma época complicada em que uma informação, um fato pode ser distorcido e usado como fake news, por isso temos cuidado”, diz.

O superintendente afirmou ainda que por tratar-se de um ano eleitoral deve haver um cuidado em tratar do fato por envolver uma casa legislativa.

“Para que os adversários não distorçam os fatos e acabem usando isso”, diz.

Sensato, Rafael França afirmou que a PF seguirá firme em suas investigações, mas que manterá a praxe de não divulgar nomes e nem precipitar divulgação de informações que não tenham sido devidamente confirmadas.

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