Após derrota, Tião Viana aumenta pressão sobre deputados e ameaça com mensagens no WhatsApp

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Governador Tião Viana (PT)

O Governo do Estado vem aumentando a pressão sobre deputados rebeldes para tentar aprovar o Projeto de Lei (PL) n° 08 – terceirização dos serviços estaduais – e liberou os principais assessores para ameaçar e pressionar, exigindo fidelidade e publicando textos com mensagens duras nas redes sócias.

Segundo informações obtidas junto aos deputados da base de sustentação do governo, as ameaças e ofensas partem dos assessores diretos do governador. Mesmo assim, o clima na Assembleia Legislativa do Estado Acre (Aleac) ainda não se apresentava favorável para a aprovação do texto como quer o Executivo.

O deputado Raimundinho (Podemos) denunciou que o assessor governamental Irailton Lima está usando os grupos sociais para falar contra os servidores concursados: “Antes dele [Irailton] falar, deve ter a competência de passar em um concurso, como os servidores do Estado fizeram e ele nunca conseguiu”.

Raimundinho destacou que o governo deveria ouvir a sociedade e a Aleac e não empurrar goela abaixo: “A Aleac nunca foi ouvida e precisa ser respeitada. Além disso, se a grande maioria dos trabalhadores votou em mim, não vou traí-los.

Por sua vez o deputado comunista Jenilson Leite assumiu publicamente ser contra a aprovação da terceirização dos serviços com contratação de uma empresa. Durante todo a terça-feira (14) Jenilson evitou se manifestar, mas agora o fez de forma contrária e no plenário da Aleac.

Mas a situação ainda não está definida, pois se os votos dos dois rebeldes, Raimundinho e Jenilson, for somado aos nove da oposição, o governo ainda tem maioria.

Ocorre que durante a terça-feira o deputado Éber Machado (PDT) assumiu perante os sindicalistas e de forma direta ao líder do Governo, deputado Daniel Zen (PT), afirmando ser totalmente contra a terceirização. Por outro lado, os sindicalistas afirmam haver um documento assinado pelo também deputado do PDT, Jesus Sérgio, contra a terceirização. Se estes votos se confirmarem a oposição à terceirização tem 13 votos e a base do governo apenas 11. Mas, até às 11h00, estes dois deputados ainda não haviam chegado ao plenário.

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