Além de atraso salarial, hospital de Cruzeiro não tem medicamentos e nem médicos, denuncia Gonzaga

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O deputado estadual Luiz Gonzaga (PSDB) responsabilizou, durante a sessão desta quinta-feira (24), o governador do Estado e a Secretaria de Saúde do Estado do Acre (Sesacre) pela crise instalada no Hospital Regional de Cruzeiro do Sul. A unidade de saúde gerenciada pela Associação Nossa Senhora da Saúde (Anssau).

Segundo o deputado, familiares de pacientes estão reclamando da falta de medicamentos básicos e de médicos especialistas para atender no maior hospital do Juruá.

” Uma das pessoas que veio me fazer a denúncia deixou bem claro que falta remédio para pacientes infartados, como trombolíticos e neuocirurgições, ou seja no caso de alguém sofrer um traumatismo craniano a falta dele falecer por falta de atendimento de um médico especialista é imenso”, diz.

Além da falta de remédios para pacientes coronários, o hospital, referência para toda a região do Rio Juruá e atende até mesmo pessoas do Estado do Amazonas, sofre a falta de material básico para curativos e medicamentos como dipirona. Além da falta de medicamentos e insumos, há também, segundo o parlamentar, uma greve dos servidores que estão há meses com pagamento em atraso.

“Tenho recebido informações sobre o hospital regional do Juruá por conta da greve dos servidores. É uma covardia que o governo e a Sesacre estão fazendo, pois não repassam os recursos necessários. Sem o dinheiro dos atendimentos realizados, não tem como pagar os fornecedores e até mesmo os salários dos servidores, findando por ter até de demitir. Isso é uma vergonha”, destacou Gonzaga.

O parlamentar ressaltou que o governo vira as costas de forma covarde para a direção do hospital. “O governo e a Sesacre precisam cumprir com a obrigação e o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) tem de investigar essa situação”.

Para o deputado, o governo tem de pagar o que deve, pois a saúde do Juruá precisa funcionar. “O governo deve milhões e no mês passado só repassou a metade do que deveria. As irmãs que administram o hospital não podem fazer milagre de multiplicar os recursos que estão vindo em quantidade insuficiente”.

A reportagem da Folha do Acre entrou em contato com a assessoria de imprensa da Sesacre que afirmou que não se manifestará sobre o caso pelo fato da direção do hospital ser terceirizada e afirmou desconhecer qualquer intenção da associação que faz a gestão em devolver as responsabilidades ao governo do Estado.

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