Iapen vai comprar um dúzia de fuzis para equipar agentes dos 6 presídios do Acre

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Qual o efeito de uma dúzia de carabinas modernas quando o universo é de seis presídios no Estado, com centenas de servidores em cada turno? Mesmo assim, o governo do Estado vai gastar sem licitação de R$ 85.521,70 junto à Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel) para comprar um pequeno lote de armas de considerável poder de fogo.

Conforme foi possível localizar por intermédio da internet, a Imbel produz o Fuzil de Assalto 5,56 [mm] IA2, cujo último preço identificado foi de R$ 7.630,82. Isso quer dizer que o governo do Estado vai comprar algo entre 10 e 12 armas, não sendo possível precisar a quantidade.

O Iapen justifica a compra alegando “que as armas são especialmente eficientes no controle de rebeliões e na segurança do presídio” e “a empresa Imbel se trata de empresa exclusiva no país no fornecimento dos materiais objeto da presente contratação”.

Com base nisso, o Iapen vai usar os recursos do Fundo Penitenciário do Acre (Funpenacre) na aquisição das carabinas “para dar cumprimento às missões institucionais da Autarquia”.

A questão agora é saber como os novos armamentos vão ser distribuídos pelos vários presídios do Estado e se este pequeno acréscimo nos equipamentos de contenção vai surtir algum efeito prático geral ou vai ficar restrito ao grupo de Elite do complexo prisional Francisco de Oliveira Conde.

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