Familiares fecham rua em protesto e cobram prisão de policiais do Bope acusados de matar criança

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Um grupo de familiares e amigos da pequena Maria Cauane Araújo da Silva, 11 anos, morta durante ação de policiais militares do Batalhão de Operações Especial da PM (Bope), no ano passado no bairro Preventório, em Rio Branco, protestaram na manhã desta terça-feira fechando a Avenida Getúlio Vargas. no centro da capital.

De acordo com o pai da garota morta, José Carlos da Silva, 35 anos, o protesto tem como objetivo alertar as autoridades do Judiciário para determinarem a prisão dos cinco policiais militares denunciados pela morte da criança.

“Estamos aqui fechando a rua e fazendo esse protesto para abrir os olhos do juiz que negou a prisão dos cinco policiais acusados de matarem a minha filha. Eles já foram denunciados pelo promotor do Ministério Público que pediu a prisão dos militares, mas o juiz negou”, diz o pai.

Segundo José Carlos, os policiais do Bope invadiram o bairro Preventório por uma região de mata fechada e chegaram atirando nas residências. Ele conta que sua filha estava comendo panquecas com outras crianças na área de uma casa quando foi atingida no peito. Ela chegou a ser atendida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do Pronto Socorro.

“Minha filha estava com mais três crianças comendo panquecas quando os policiais chegaram vindo por uma área de mata e começaram a atirar. Eles alegam que foi em confronto com integrantes de facção, mas isso não é verdade, pois era 6h da tarde e os moradores estavam todos fora de suas casas ainda”, diz.

Os familiares da pequena Maria Cauane cobram justiça no caso e alegam que os policiais estão recebendo proteção para não responderem pelo crime ao qual são acusados.

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