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Empresário compra 40% do Peixes da Amazônia e quer adquirir outros 19% do governo

POR A Tribuna

Finalmente, os credores aprovaram o plano de recuperação judicial da empresa Peixes da Amazônia S.A. A assembleia conduzida pelo administrador judicial da Comarca de Senador Guiomard, Fábio Dantas, aconteceu na sexta-feira (20) no auditório da Escola Modelo, com a presença dos credores (instituições bancárias e ex-funcionários que buscam receber os direitos trabalhistas).

Desde março de 2019 que a empresa tinha encerrado as suas atividades econômicas no estado, por falta de capital de giro para tocar a rede frigorífica de pescado, pois tem uma dívida com o Banco da Amazônia (Basa) estipulado em torno de R$ 19 milhões.

O empresário sul-mato-grossense Jaime André Brum já adquiriu 40% das ações da Peixes da Amazônia, mas manifestou interesse em comprar as ações do governo do Estado estimada em 19%. Com 59% das ações da empresa, Brum poderá atrair novos investidores que pretendem ampliar as suas atividades econômicas para a Costa dos Estados Unidos e países Asiáticos interessados em proteína animal. Por enquanto, aguarda um parecer da Procuradoria–Geral do Estado do Acre (PGE-AC) para apresentar uma contraproposta ao governo do Estado de aquisição das ações do complexo pesqueiro localizado na BR-364, no trecho Rio Branco/Porto Velho.

O complexo de piscicultura conta com uma central de produção de alevinos, com capacidade de produzir dez milhões de surubins, tambaquis e piaus, além de 350 mil de pirarucus por ano. A unidade frigorífica tem capacidade de processar 70 toneladas de pescado por mês, para atender a demanda do mercado interno e externo. A atividade contava com o apoio tecnológico do Projeto Pacu, com mais de 25 anos de experiência acumulada na área de aqüicultura.

Potencial a ser explorado

Este empreendimento público/privado disponibilizava alevinos e a ração de cria e engorda para os piscicultores acreanos que apostavam na atividade econômica. Na época áurea chegou a movimentar 10 mil toneladas de pescado, pois contava com um cadastro de 5.355 tanques espalhados nos 22 municípios acreanos destinados a criação de peixes em cativeiro.

A produção de pescado acreana abastecia o setor varejista e atacadista nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro Distrito Federal (DF), Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Ceará. Os acionistas da Peixes da Amazônia S.A. aguardam a manifestação da justiça acreana do pedido de recuperação judicial da empresa público-privada instalada na zona rural do município de Senador Guiomard. Os criadores de peixes em cativeiro sonham com a retomada das atividades da cadeia do pescado no Estado, mas para viabilizar o empreendimento a empresa precisam um capital de giro.

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