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Rio Branco, Acre,

 

Geral

CRÔNICAS DA QUARENTENA

Adriano Goncalves

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QUAIS JÁ FORAM AS CONVERSAS CONSIGO MESMO DURANTE A QUARENTENA?

Em tempos de isolamento social, cada um encontra suas próprias formas de distração para fugir um pouco da realidade – seja produzindo, aprendendo e aproveitando o tempo para criar coisas novas, ou simplesmente descansando e torcendo pelo melhor.

Como se não bastasse a alteração, às vezes completa, de nossas rotinas e planos de curto, médio e longo prazo, o mundo todo está em polvorosa. Empresas, das gigantes às minúsculas tentando manter a cabeça fora d’água.

Tirando esses e tantos outros detalhes que não vou repetir aqui para não chover no molhado, o que esperar dessa crise? Como sobreviver ao caos até que a poeira baixe? Perguntas que permeiam não apenas a cabeça de quem trabalha nas grandes ou pequenas empresas, mas também de todos os profissionais independentes, freelancers.

É sabido que crises podem ao mesmo tempo trazer ótimas oportunidades dependendo da posição em que você estiver. Na área de conteúdo e entretenimento, por exemplo, o contraste entre quem está com a corda no pescoço e quem pode se dar muito bem é bárbaro. Os grandes grupos exibidores estão arrancando os cabelos com salas proibidas de funcionar e centenas de milhões de dólares de prejuízo. Mas, vamos falar de gente, de pessoas, de nós mesmos, em meio a esta confusão.

QUAIS JÁ FORAM AS CONVERSAS CONSIGO MESMO DURANTE A QUARENTENA?

Quase dois meses de quarentena, mesmo quem está em isolamento e quem ainda precisa sair para as ruas, um fato é: nós estamos com menos distrações. E com menos distrações, digamos assim, a gente começa a se deparar mais com a gente. Para quem não estava acostumado a olhar para si pode ser um choque.

A realidade é que conviver com a gente mesmo, sem se ignorar, é muito positivo quando conseguimos lidar e tirar o melhor e entender o pior. Mas, quando a gente se ignora e de repente se depara com diversos sentimentos confusos, pensamentos à mil por hora, respostas inesperadas ao novo cenário, pode ser muito doloroso.

E se você está nessa segunda opção, primeiro de tudo, eu espero que você se sinta abraçado, por que é a partir desse processo de autoconhecimento que muitas mudanças acontecem, tudo à sua volta começa a parecer estranho, aquilo que te incomodava vai incomodar até ficar insustentável.

Peço para que você, que está se percebendo nesses últimos tempos, tenha conversas respeitosas e muito gentis com você mesmo. Sabe quando a gente está conhecendo alguém novo, queremos que a pessoa se sinta em casa, que a conversa flua de um jeito legal? Então, com a gente é a mesma coisa.

Talvez você e você mesmo tenham muito o que conversar, e está vindo tudo ao mesmo tempo, como se fosse aquele seu melhor amigo que estava há tempos longe e precisa colocar a conversa em dia. Vocês mudaram e é incrível quando a gente vê como a outra pessoa mudou, e como tem história para contar né?! Então, tem muito disso na nossa conversa com a gente.

E essa conversa vai acontecer sempre, é um feedback até o fim da sua vida. É uma parceria que vai se fortalecendo, que vai procurar sempre o equilíbrio e diante de mudanças recorrentes.

É trabalhoso, precisa de manutenção, precisa de intenção, assim como qualquer relacionamento. Mas vou dar um spoiler, depois dessas reuniões consigo mesmo, você vai conseguir entender a sua relação com os outros também, isso pode ser para uma melhora ou não, vai ser um salve-se quem puder.

Que além da quarentena tenhamos mais conversas com a gente.

ADRIANO GONÇALVES
Personal Coaching Ministerial
Especialista MINDSET

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