Rio Branco registra quase 30 mil casos de infecções respiratórias devido a queimadas

Fumaça e tempo seco tem contribuído para aumento de casos de doenças respiratórias. Saúde de Rio Branco aumentou a demanda de atendimentos por mês para seis mil

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Quase 30 mil casos de infecções respiratórias foram registrados até o último dia 10 em unidades de saúde de Rio Branco. Os dados são da Vigilância em Saúde da Secretaria do Município.

Os dados mostram também que o número de atendimento nas unidades foi aumentado para 6 mil por mês. Nesta sexta-feira (16), o governo do Acre publicou o decreto de alerta devido aos números de incêndios ambientais registrados no mês de agosto.

Em entrevista ao Jornal do Acre 1ª Edição, o secretário de Saúde da capital acreana, Oteniel Almeida, falou sobre os cuidados e prevenções que as pessoas precisam adotar e colocar em prática nesse período.

“São dicas simples como: beber muita água, usar roupas leves, fazer uma alimentação mais balanceada, se não tiver umidificador de ar, coloca uma bacia com água no quarto. As bacias com água dentro das casas ajudam a melhorar os ambientes. Para as pessoas que frequentam locais de grande movimentação, que ao chegar em algum lugar ou quando for consumir alimentos, lave bastante as mãos para evitar contato com algum vírus e bactéria”, aconselhou.

Aumento da demanda

Almeida acrescentou que, apenas no mês passado, mais de 10 mil pessoas procuraram alguma unidade de saúde com problema respiratório. Para garantir o atendimento, ele relembrou que reforçou as equipes com contratações de profissionais.

“Estamos em uma situação que as unidades com uma grande demanda, aumentou nesse período. Procuramos nos preocupar dentro das condições da prefeitura, foram 39 médicos novos contratados, ampliamos nossa oferta para mais de seis mil por mês e isso garantiu que tivemos uma equilibro”, garantiu.

Ainda segundo o secretário, há diversas equipes da saúde, Secretaria de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Municipal e outros setores da prefeitura em ações conjuntas para alertar e orientar a população sobre os risco de queimar.

“Às vezes, a pessoa junta ali uma folha, um pouco da roçagem do quintal e queima, mas esquece que ao queimar ela está absolvendo substâncias tóxicas que podem prejudicar. Se a gente conseguir diminuir, com essas ações do dia a dia, as queimadas urbanas com certeza vamos ter um ter um ar menos poluído e melhores condições de ter uma saúde estabelecida”, justificou.

G1

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