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Gladson pede para deputados votarem projetos que beneficiarão servidores da Saúde e Segurança

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Através de videoconferência, o governador Gladson Cameli reuniu-se com os deputados estaduais da sua base política para pedir que “limpem” a pauta de votações da Assembleia Legislativa (Aleac). Por mais de duas horas, Gladson dialogou com os parlamentares explicando a necessidade de todos os projetos do Executivo, que ficaram para trás, serem levados ao plenário e votados. Isso permitirá a desobstrução da pauta para a apreciação das novas demandas do governo, que na sua maioria, estão relacionadas ao combate da Covid-19.

Durante o encontro que aconteceu na Casa Civil, nesta quarta, 22, o governador antecipou alguns projetos de interesse da população que deverão ser apreciados, em breve, nas comissões legislativas. Entre eles, o aumento de 100% da gratificação por insalubridade aos servidores da Saúde. Gladson também anunciou que deve retornar à Aleac o projeto que garante o pagamento da titulação aos servidores da Segurança Pública.

Ele agradeceu ao apoio da Aleac e respondeu a algumas perguntas dos parlamentares. Gladson aproveitou para convidar a todos para uma visita, dentro das normas de segurança sanitária, ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), onde funciona uma nova unidade de referência para os pacientes do coronavírus. Também antecipou que já estão escolhidos os locais em Rio Branco e Cruzeiro do Sul para o governo instalar hospitais de campanha para atender infectados pela Covid-19, caso sejam necessários.

Respondendo às perguntas dos deputados Dra. Juliana (PRB) e Wagner Felipe (PL) sobre o funcionamento de igrejas, o governador antecipou que está confirmando com a PGE essa possibilidade até o próximo final de semana. Os dois parlamentares alegam que muita gente tem passado por problemas psicoemocionais durante a crise do coronavírus e que o funcionamento dos templos poderiam auxiliar. Mas, caso esse prognóstico se confirme, as igrejas poderão ter apenas 30% de ocupação e as normas de distanciamento mínimo entre os fiéis terão que ser observadas.

Mais comida na mesa da população

O governador confessou que está muito preocupado com a situação da pandemia no estado e que tem feito o possível para minimizar o sofrimento das pessoas. Anunciou aos deputados que irá adquirir mais de 100 mil cestas básicas para distribuir à população carente.

Segurança econômica nas ações

Ao contrário do que alguns deputados andaram dizendo na imprensa, Cameli garantiu que o planejamento da gestão estadual tem como certo não atrasar os salários do funcionalismo nesse período de crise. Mesmo porque a economia do Acre depende sobremaneira desses recursos públicos circulando no comércio.

“A situação é grave e estamos trabalhando com planejamento e replanejamento conforme a crise se desenrola. Mas fizemos uma economia com a Reforma da Previdência que não coloca em risco o salário do nosso funcionalismo. Por isso, peço aos deputados que não apresentem projetos nesse momento que comprometam as contas do Estado”, frisou o governador.

Gladson também antecipou que o governo terá R$ 1 bilhão para investir em obras estruturantes no Acre. “A construção civil não está parada e poderemos fomentar muitos novos empregos com a aplicação correta desses recursos que irão chegar”, disse ele.

Vidas em primeiro lugar

“Queremos salvar o maior número de pessoas nessa crise humanitária que desabou sobre o mundo inteiro. Mas estamos tendo problemas para comprarmos equipamentos de segurança (EPIs) para nossos combatentes da Saúde. Às vezes, encontramos o que precisamos comprar, mas não se sabe o prazo para a chegada desses equipamentos.

Mesmo assim, ainda estamos esperando algumas novas UTIs. Agora poderemos adquirir equipamentos nos Estados Unidos. Onde tiver, a gente irá comprar. Mas é uma situação delicada e estamos correndo contra o tempo”, afirmou o governador.

Cameli aproveitou para sugerir uma ação conjunta entre o governo e a Aleac para estimular costureiras acreanas a produzirem máscaras, aventais e outras vestimentas para os profissionais da Saúde. Segundo ele, além de suprir a falta de EPIs essa ação garantirá renda para esses profissionais e seus familiares.

Ascom

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