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MPE investiga vacinação na Policlínica e esposa de Ulysses pode não receber 2ª dose

Por Redação Folha do Acre 09/02/2021 10:45
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Na segunda-feira, 8, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), após receber denúncia de ‘fura-fila’ na vacinação contra Covid-19, notificou a direção da Policlínica da Polícia Militar, em Rio Branco, para averiguar as circunstâncias em que as doses foram dadas, se houve desvio de finalidade na aplicação das vacinas, o número de pessoas que receberam as doses até o momento, entre outras informações que podem auxiliar na apuração de possíveis irregularidades na aplicação das vacinas.

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A reportagem da Folha do Acre divulgou que a esposa do coronel da PM do Acre, Ulysses Araújo, a empresária Dayanna Menezes, tomou a primeira dose da cavina anticovid na Policlínica da PM, em Rio Branco. Após a denúncia, o MPE resolveu investigar o caso.

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A 1ª Promotoria Especializada de Defesa do Patrimônio Público abriu procedimento preparatório de inquérito civil para apurar se houve improbidade administrativa e vai requerer que pessoas que tomaram a vacina, mas que não fazem parte do grupo prioritário, não recebam a segunda dose.

Já a Promotoria de Defesa da Saúde instaurou notícia de fato para apurar a suposta aplicação irregular de doses da vacina contra a Covid-19.

Por intermédio da Promotoria de Defesa da Saúde, o MPAC expediu ainda uma recomendação para que o Município de Rio Branco passe a fiscalizar as vacinas aplicadas nas unidades de Saúde para verificar se a ordem de prioridade está sendo seguida, analisando a documentação comprobatória dos servidores contemplados com a vacina, além de verificar a inserção destes no grupo prioritário dos profissionais de saúde.

O promotor de Justiça Glaucio Ney Shiroma Oshiro, titular da Promotoria de Saúde, ressaltou que o MPAC recomendou também que seja agilizado o processo de vacinação dos idosos, com critérios claros e objetivos.

“Além disso, reiteramos a necessidade de observância da Recomendação 001, cujo prazo finaliza essa semana, na qual solicitamos informações sobre a relação de vacinados, a inserção nos sistemas do Ministério da Saúde e a condução do Plano Nacional de Imunização a ser observado”, afirmou.

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