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Polícia e MP investigam se houve falhas na vacinação de idosos contaminados e mortos por Covid no Lar Vicentino

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A delegacia especializada e a Promotoria em defesa do idoso, começam a acompanhar o trabalho de investigação a vigilância epidemiológica para descobrir como se deu a transmissão da covid19 em 24 idosos. Nessa quinta-feira, quatro internos estavam internados no INTO, em estado grave. Foram registradas quatro mortes na última semana, sendo que duas foram descartadas como causadas a covid19 e outras duas estão em análise.

Um detalhe, é que todas os idosos já tinham recebido a segunda dose da vacina contra o coronavírus. A delegacia especializada em proteção ao idoso vai acompanhar o trabalho e o levantamento que está sendo feito pela vigilância epidemiológica. O delegado Samuel Mendes quer saber como se deu o contágio, se a direção da unidade foi capaz de identificar logo nos primeiros sintomas e se tomou medidas para evitar que o vírus se espalhasse. “A investigação vai apontar se houve omissão ou erros de procedimento, por isso vamos acompanhar de perto juntando todos esses fatos para depois poder seguir com uma investigação”, completou.

Outro levantamento que o delegado vai fazer é se o poder público teve culpa no agravamento dos casos. Na semana passada a direção da unidade pediu testes para a secretaria de saúde do município e o secretário Frank Lima teria demorado a atender, com a desculpa de esperar passar o final de semana. A direção então, conseguiu a doação dos testes e foi quando constatou 20 resultados positivos para covid19. “É outro fato que merece um olhar mais específico, se alguém do poder público trouxe algum prejuízo o que deixou a situação mais crítica ainda”, revelou.

O promotor de Justiça Glaucio Oshiro, responsável no MP pela área da saúde, disse que a promotoria do idoso vai acompanhar esse caso e tudo indica que, apesar das duas doses, ainda não havia prazo para que o imunizante pudesse ter o efeito de proteção no organismo.

A direção do lar dos vicentinos ainda não se posicionou sobre o caso e nem passou explicações sobre a situação dos idosos acometidos pela covid19.

MP investiga vacinação de público não prioritário na prontoclínica da PM

O Ministério Público do Estado do Acre deu início, nesta semana, às oitivas referentes ao caso de aplicação da vacina contra a Covid-19 em estagiários de psicologia da Policlínica da Polícia Militar.

As oitivas são conduzidas pela 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Patrimônio Público, Fiscalização das Fundações e Entidades de Interesse Social, que convocou os gestores da Saúde e demais envolvidos no caso.

Depois de receber reclamações de que pessoas não pertencentes ao público prioritário teriam se vacinado, a promotora de Justiça Myrna Mendoza abriu procedimento, com a finalidade de averiguar em que se circunstâncias se deu a aplicação das doses.

Com informações A Tribuna

Diretor do Into alerta para aumento de internações de jovens com sintomas graves da Covid

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Dados do boletim da Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre) aponta que a maior proporção dos casos da Covid-19 está na faixa etária 30 a 39 anos tanto do sexo masculino como feminino.

Com números recordes de casos de Covid-19 no Acre, que apresenta uma crescente desde a segunda quinzena do mês de janeiro, o diretor do Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into), Osvaldo Leal, onde funciona o maior hospital de campanha do estado, alertou para o aumento de casos e internações de jovens com a doença.

“A gente tem percebido que o agravamento dessa pandemia, nessa segunda onda, tem acometido pessoas mais jovens. E estas pessoas têm apresentado, inclusive, sintomas mais graves da doença, com quadros inflamatórios graves, inclusive, com óbitos, que a gente tem percebido no mês de janeiro e fevereiro”, disse durante entrevista à Rede Amazônica nessa quinta-feira (4).

Dados do boletim da Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre) apontam que a maior proporção dos casos da Covid-19 está na faixa etária 30 a 39 anos tanto do sexo masculino como feminino.

“Uma características desses atendimentos é que um percentual cada vez maior são de atendimentos de pacientes com sintomas importantes e até com quadros graves, que mobilizam muito a equipe”, acrescentou.

Mesmo que a doença seja mais letal entre pessoas mais idosas, com maior número de óbitos em pacientes acima dos 70 anos, com mais de 700 óbitos, a faixa etária de 30 a 59 anos, tem no acumulado de quase um ano mais de 280 mortes.

Aumento da demanda

O diretor da unidade disse ainda que desde janeiro houve um aumento da demanda de atendimentos na unidade.

“No mês de fevereiro houve um aumento dessa demanda. Na segunda quinzena de janeiro e foi aumentado, agora, no mês de fevereiro que encerrou com cerca de 250 a 300 atendimentos dia”, pontuou.

Esse aumento da demanda levou o estado a ampliar as vagas em leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), que vem apresentando mais de 90% de ocupação.

“Com a ocupação dos leitos de UTI e enfermaria acima de 90% há mais de um mês, os pacientes que precisam de UTI são assistidos em salas chamadas vermelhas, onde recebem os aparelhos enquanto aguardam pelos leitos”, explicou Leal.

Até essa quinta, dos 106 leitos de UTI nos hospitais da rede SUS disponibilizados, 95 estavam ocupados. Dessa forma, a taxa de ocupação apresentou uma leve queda e chegou a 90%. Os leitos de UTI estão concentrados em Rio Branco, com 85 vagas, e Cruzeiro do Sul, com 26.

G1

Reeleição de Nicolau e membros da Mesa Diretora da Aleac é questionada no STF

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade questionando a legalidade do art. 48, § 5º, da Constituição do Estado do Acre, com redação dada pela Emenda Constitucional 15/1997, que garante a reeleição de membros da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre em uma mesma legislatura.

Aras partiu do princípio que tanto Câmara quanto Senado não podem reeleger membros da Mesa em uma mesma legislatura. Exemplo recente foi o deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ) que foi impedido de concorrer à reeleição da Câmara dos Deputados, em virtude da Constituição Federal vetar tal iniciativa.

“O art. 57, § 4º, da Constituição Federal, na redação original e na conferida pela Emenda Constitucional 50/2006, impede que integrantes da mesa diretora de cada uma das casas legislativas do Congresso Nacional sejam reconduzidos, para o mesmo cargo, na eleição imediatamente subsequente”, ressalta Augusto Aras.

Partindo deste pressuposto, de que as assembleias devem seguir as casas legislativas maiores, no caso Câmara e Senado, a reeleição de Nicolau Júnior (Progressistas) e de todos os membros pode estar ameaçada, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) acate a ação proposta por Aras. Nicolau foi reeleito para o biênio 2021-2022, juntamente com os demais membros que compõem a Mesa da Aleac. Entretanto, ele já ocupou o cargo de presidente de 2019 a 2020.

“Ao final, postula que se julgue procedente o pedido para declarar a inconstitucionalidade das disposições ora questionadas do art. 48, § 5º, da Constituição do Estado do Acre, com redação dada pela Emenda Constitucional 15/1997”, diz o procurador-geral da República.

Ao todo, 22 ações propostas pela PGR contestam leis estaduais e do Distrito Federal que autorizam a reeleição de membros das mesas diretoras das assembleias legislativas durante a mesma legislatura.

Venda de caixões em Cruzeiro do Sul dobrou durante pandemia: “Um lucro triste”, diz empresário

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No ramo de funerária há 20 anos em Cruzeiro do Sul, região do Vale do Juruá, no Acre, o empresário João Ferreira, que está acometido pela Covid-19, conta que antes da pandemia do novo coronavírus vendia uma média de 18 caixões por mês. Atualmente, esse número dobrou. O estoque de urnas funerária, que era em média de 300, ele teve de aumentar para 500.

Os preços dos caixões variam entre R$ 1 a R$ 5 mil. O lucro, segundo ele, aumentou, mas revela que é um ganho que não o faz feliz. “É meu ramo de negócio, mas ninguém fica feliz numa situação dessa. É um lucro triste. Aqui em casa estamos eu, minha mulher e meu filho com Covid-19 e outro vai fazer exame, mas em nome de Jesus ninguém vai precisar de caixão, não”, torce.

Como em qualquer outro negócio, antes do aumento do lucro, teve incremento do investimento. O empresário relata que investiu mais de R$ 20 mil no início da pandemia para se adequar às normas sanitárias e exigência dos órgãos de fiscalização, como o Ministério Público do Acre. Ele pediu de São Paulo vestimentas e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) específicas para uso dos funcionários atuarem nos enterros das vítimas de coronavírus.

A funerária também teve que aumentar a equipe porque os enterros das vítimas do vírus em Cruzeiro do Sul são feitos logo depois das mortes, seja de dia, noite ou na madrugada. João tem que manter funcionários 24 horas na funerária e prontos para pegar os corpos no Hospital de Campanha e realizar os sepultamentos.

O empresário vende caixões para famílias que podem pagar e também entrega urnas por meio da prefeitura de Cruzeiro do Sul, para famílias mais humildes enterrarem os parentes. Ainda assim a maior parte dos produtos é vendida. “Meu ramo de negócios é caixão, que está aquecido nesse momento de pandemia com tantas mortes. Já é um momento difícil, então fazemos nosso melhor e o investimento é para prestar um serviço cada vez melhor para quem pode e para quem não pode pagar”, explica.

Outras duas funerárias atuam em Cruzeiro do Sul. Na ala Covid-19 do Cemitério Morada da Paz, já tem mais de 190 vítimas de coronavírus enterradas, entre pessoas do município e cidades próximas, já que no início da pandemia doentes de outras localidades que morriam no Hospital de Campanha eram obrigatoriamente enterrados em Cruzeiro do Sul.

Ac24horas

Secretária de Saúde Nildete Lira pede colaboração da população para conter avanço da Covid em Sena Madureira

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Preocupada com o avanço substancial da Covid-19 em Sena Madureira, a secretária Municipal de Saúde, Nildete Lira, fez um alerta aos moradores para que redobrem os cuidados, adotando todas as medidas de prevenção, para frear a aceleração do números de casos confirmados diariamente no município. De acordo com a gestora, os índices tem sido preocupantes, tendo um considerável aumento, se comparado aos números do ano passado.
Para se ter uma idéia da gravidade, durante todo o ano de 2020 foram registrados 18 óbitos em decorrência da doença. E somente  nos primeiros dois meses de 2021, já foram contabilizadas 10 mortes. Esses índices corroboram a narrativa de que é preciso se cuidar como nunca, pois a “segunda onda” da doença tem avançado de forma desproporcional, e infelizmente tem ceifado a vida de muitos acrianos.
Outra preocupação, é que segundo alguns especialistas os meses de Março e Abril serão os mais tenebrosos desde o início da pandemia no Brasil à um ano, com uma taxa de mortalidade acima da média, causando também um colapso no sistema de saúde Brasileiro.
Em Sena Madureira, a média é de 40 casos confirmados diariamente, o Hospital de Campanha comporta até 15 pacientes hospitalizados, a média gira em torno de 06 à 10 internações, os números são variáveis e sofrem alterações a cada dia.
Em conversa com a nossa reportagem, Nildete Lira destacou a importância da população se conscientizar. “É um momento crítico para todo o país, e em nossa cidade não é diferente, a população precisa se conscientizar que estamos em meio à uma batalha contra um inimigo invisível e mortal. Precisamos tomar todos os cuidados para frear esse crescimento de casos em nosso município. A gestão tem dado todo suporte, disponibilizando testes em massa e medicamentos para o tratamento adequado, mas sem a colaboração dos moradores esse trabalho torna-se insuficiente. Não é hora de realizar festinhas em casa, não é hora de comemoração, a situação é muito difícil e exige responsabilidade de todos” ressaltou a Secretária.
Vale frisar que o prefeito Mazinho Serafim (MDB) tem realizado vários investimentos no município para combater a pandemia, desde aquisição de testes rápidos, medicamentos e ainda EPI,s para os profissionais que estão na linha de frente de combate ao vírus. Além disso a Prefeitura também firmou parceria com a Igreja católica e o Governo do Estado para a abertura e manutenção do Hospital de Campanha. Cedendo equipamentos, testes, medicamentos e servidores para atuar na unidade.
Até esta quinta-feira (04) foram registrados em Sena Madureira:
4.270 Casos confirmados
3.654 Pessoas Curadas
28 Óbitos
09 pessoas internadas no hospital de campanha.
OBS: Esses números podem sofrer alterações nas próximas horas.

Thor compara pandemia a tragédia do Titanic: ‘Capitão não assume e as pessoas continuam dançando e bebendo’

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Em seu perfil no Twitter nesta quinta-feira, 4, o médico infectologista Thor Dantas fez uma comparação da pandemia do Covid-19 com o naufrágio do famoso navio Titanic após o acidente, ou seja, uma tragédia.

Na publicação, Dantas mencionou de forma indireta o presidente da República Jair Bolsonaro. “O capitão não assume que é um desastre, as pessoas continuam bebendo e dançando enquanto tudo afunda”, contou.

O infectologista que atua na linha de frente da pandemia falou da falta de leitos, mas, usou a metáfora. “Não há botes para todos”, escreveu.

Diretor do Into rebate Petecão e nega existência de “sala da morte” no hospital de campanha

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O diretor técnico do Into, médico Osvaldo Leal, divulgou nota rebatendo a declaração do senador Sérgio Petecão que chamou a sala vermelha do hospital de campanha do Acre de “sala da morte”.

Petecão deu a declaração após perder dois assessores para a Covid-19. Leal afirma que o assessor de Petecão conhecido como Doca recebeu todos os atendimentos possíveis no Into.

Osvaldo Leal afirma ainda que a chamada sala vermelha dispõe de todos os equipamentos e assistência ofertados em um leito de UTI, destinada a manter a vida do paciente enquanto é providenciada a transferência.

Confira a nota:

Nota de Esclarecimento

O paciente R. N. S. L., de 58 anos, foi admitido no Pronto Atendimento do Into, em Rio Branco, no dia 21 de fevereiro, às 11h48, após ter sido encaminhado do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), com saturação de O2 de 86% e 40% de comprometimento pulmonar.

Com sintomas de Covid-19 há oito dias, o paciente estava em tratamento domiciliar, sem melhora.

Naquele mesmo domingo, 21 de fevereiro, foi internado no Hospital de Campanha do Into, iniciando tratamento com O2 15l/mim em máscara-reservatório, ventilação não invasiva (VNI) e tratamento medicamentoso de suporte.

Evoluiu com piora do quadro, sendo indicado no dia 2 de março procedimento de intubação orotraqueal (IOT), em sala vermelha, com suporte de ventilação e monitoramento, sendo-lhe solicitada vaga de UTI.

Na quarta-feira, dos 26 leitos existente de UTI no Into, 24 (92,3%) estavam ocupados. Dos 90 leitos clínicos existentes, 72 (80%) estavam ocupados, conforme dados do boletim de Acompanhamento da Ocupação de Leitos em decorrência da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Importante destacar que a chamada sala vermelha dispõe de todos os equipamentos e assistência ofertados em um leito de UTI, destinada a manter a vida do paciente enquanto é providenciada a transferência.

Após a intubação, manteve instabilidade hemodinâmica e no início da noite de quarta-feira, 3, teve parada cardiorrespiratória (PCR) após broncoespasmo severo não revertido com os protocolos de broncoespasmo e ressuscitação cardiopulmonar.

O óbito foi constatado às 19h10 de quarta-feira.

Rio Branco-AC, 4 de março de 2021.

Dr. Osvaldo Leal
Diretor Técnico do Into Acre

Em carta para Bolsonaro, Gladson e mais 11 governadores pedem mais vacinas para conter Covid

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O avanço da pandemia do novo coronavírus mobilizou 12 governadores de todas as regiões do país a escrever, nesta quinta-feira, 4, uma carta ao presidente da República, Jair Bolsonaro. No documento, que contém a assinatura de Gladson Cameli, o principal apelo dos gestores é a compra imediata de mais vacinas para ampliar a cobertura vacinal da população.

Os governadores sugeriram ao governo federal recorrer a entidades estrangeiras e organismos internacionais para conseguir, de maneira mais rápida, grandes quantidades do imunizante. Sexto país mais populoso do mundo, menos de 4% dos brasileiros estão vacinados.

A carta informa ainda que apesar de todos os investimentos realizados pelos governos estaduais desde o início da pandemia referentes a abertura de milhares novos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) específicos para o tratamento da doença, aquisição de equipamentos e contratação de mais profissionais de saúde, a capacidade de atendimento na rede pública hospitalar está muito próxima do limite.

Diante do crescente do número de pessoas infectadas e óbitos em decorrência da Covid-19, os gestores explicaram que a melhor forma de conter a proliferação do vírus é por meio da vacinação. A carta cita o exemplo exitoso de países que estão bem adiantados na aplicação do imunizantes e também pediu mais empenho da União na negociação e aquisição das doses.

“Por isso, pedimos ao Governo Federal, especialmente por meio dos Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores, esforço ainda maior para obter, em curto prazo, número consideravelmente superior de doses. Caso seja possível, sugerimos também o requerimento de apoio e intermediação da Organização Mundial da Saúde”, aponta um trecho do documento.

Outro argumento utilizado pelos governadores para acelerar a compra de mais vacinas diz respeito a variantes do coronavírus. No Brasil, uma nova cepa, identificada primeiramente no Amazonas, já está circulando em vários estados. A mutação é altamente contagiosa e mais resistente a anticorpos.

Para Gladson Cameli, o difícil momento que o mundo atravessa pede a união de todos. Defensor da vida e sempre otimista, o gestor acreano agradeceu o apoio recebido pelo governo federal e acredita que o apelo feito pelos governadores ao presidente Jair Bolsonaro será analisado com prioridade.

“Doze governadores se uniram pedindo mais vacinas para proteger a população dos seus estados. Eu confio muito que esse vírus será vencido com todos dando as mãos em prol de um só objetivo, que é salvar vidas. Tenho certeza que o presidente Bolsonaro e sua equipe, que tanto já ajudaram o Acre, nos dará uma resposta positiva o quanto antes para o nosso pedido”, declarou.

Confira, na íntegra, o conteúdo do documento:

CARTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Os Governadores dos Estados abaixo assinados solicitam ao Presidente da República Federativa do Brasil imediata adoção das providências necessárias a fim de viabilizar a obtenção – junto a entidades estrangeiras e organismos internacionais – de novas doses de imunizantes contra a Covid-19, de modo a auxiliar no controle do aumento exponencial dos casos de infecção e do número de óbitos pelo coronavírus, conforme observado nos últimos dias em todo o território nacional.

Os Entes Federados têm envidado todos os seus esforços, mas estão no limite de suas forças e possibilidades. Nos últimos meses, instalaram milhares de novas vagas em Unidades de Terapia Intensiva, contrataram profissionais de saúde de diversas áreas e viabilizaram a compra de equipamentos, além de investirem em medidas como o distanciamento social e a orientação da população por meio de estratégias claras de comunicação. Esse conjunto de ações, ainda que indispensável, demonstra estar próximo do exaurimento. Ninguém discorda de que, nas próximas semanas, talvez meses, a pandemia seguirá ceifando vidas, ameaçando, desafiando e entristecendo todos nós.

Nesse contexto, a vacinação em massa, com a maior brevidade possível, é a alternativa que se afigura como a mais recomendável, e, provavelmente, a única capaz de deter a pandemia, permitindo que o Brasil, seus Estados e Municípios, aos poucos, possa retornar à normalidade, com as devidas medidas sanitárias e econômicas.

Reconhecemos que, neste grave momento, há no mundo uma extraordinária procura por vacinas, junto a diferentes fornecedores. Acompanhamos o anúncio de novas aquisições pelo Ministério da Saúde, mas também percebemos que é preciso agilizar mecanismos de compra, explorar e concretizar todos os meios de aquisição disponíveis, para vacinar, no menor espaço de tempo possível, a maior quantidade de brasileiros. Se não tivermos pressa, o futuro não nos julgará com benevolência.

Por isso, pedimos ao Governo Federal, especialmente por meio dos Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores, esforço ainda maior para obter, em curto prazo, número consideravelmente superior de doses. Caso seja possível, sugerimos também o requerimento de apoio e intermediação da Organização Mundial da Saúde.

Neste momento, há novas, reais e importantes justificativas para que o Brasil obtenha, com celeridade, novas remessas de imunizantes, a principal delas é a chegada e a rápida disseminação, já no estágio de transmissão comunitária, da nova variante P1, que tem se revelado ainda mais letal, prejudicando os esforços para proteger a vida de nossas cidadãs e cidadãos, bem como de suas famílias.

O mundo acompanha com preocupação o rápido avanço do contágio por essa variante no Brasil, o que torna o bloqueio da disseminação desse tipo de vírus matéria de interesse de diversas nações, inclusive porque outras variantes podem dela advir. O percentual de vacinas aplicado no Brasil, a despeito do empenho de Governadores, Prefeitos e profissionais da saúde em todo o País, ainda é muito baixo e, no ritmo atual, infelizmente, atravessaremos o ano lamentando a irreparável perda de vidas, além da baixa expectativa de imunizar efetivamente todos os grupos prioritário.

Os exemplos cada vez mais bem-sucedidos de países que estão contendo a pandemia por meio da vacinação, combinada com outras práticas de prevenção e higiene, não remete a outro caminho que não seja o esforço político e diplomático de todos – liderado no plano das relações internacionais pelo Governo brasileiro – a fim de garantir, desde logo, novos carregamentos de vacinas.

Esses imunizantes são hoje para o Brasil e para os brasileiros muito mais do que uma alternativa ou medicamento: representam a própria esperança da população e, nesse sentido, nenhum governante pode correr o risco de não esgotar todas as possibilidades ou de procrastinar ações e procedimentos. Cada minuto, cada hora e cada dia são preciosos e decisivos, e constituem a triste diferença entre viver ou morrer.

Por fim, os Governadores que subscrevem este documento estão, como sempre estiveram, à disposição para colaborar para a consecução das medidas propostas, e confiam que o Governo Federal pode acelerar os procedimentos necessários – utilizando a importância geopolítica, histórica e econômica do Brasil – à obtenção de novos aportes de imunizantes para a população brasileira.

Brasília, 4 de março de 2021.

GLADSON CAMELI
Governador do Estado do Acre

WALDEZ GOÉS
Governador do Estado do Amapá

CAMILO SANTANA
Governador do Estado do Ceará

RENATO CASAGRANDE
Governador do Estado do Espírito Santo

FLÁVIO DINO
Governador do Estado do Maranhão

MAURO MENDES
Governador do Estado de Mato Grosso

HELDER BARBALHO
Governador do Estado do Pará

JOÃO AZÊVEDO
Governador do Estado da Paraíba

PAULO CÂMARA
Governador do Estado de Pernambuco

WELLINGTON DIAS
Governador do Estado do Piauí

EDUARDO LEITE
Governador do Estado do Rio Grande do Sul

BELIVALDO CHAGAS
Governador do Estado de Sergipe

Goleiro Bruno pode voltar ao Acre para atuar como diretor executivo de futebol

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O goleiro Bruno Fernandes, que atuou pelo Rio Branco-AC no segundo semestre de 2020, pode dar um novo salto na sua relação de profissional do futebol. Um clube da Série A2 do Rio e o Humaitá, da Primeira Divisão do Acre, estão interessados em tê-lo, fora de campo.

No Rio, ele seria diretor executivo – o clube que tenta contratá-lo não foi revelado pelo staff de Bruno – e pelo Humaitá, funcionaria como “empresário”, com carta branca para buscar reforços para o time.

Aos 36 anos, ele estuda seus próximos passos e ainda não descarta a possibilidade de jogar mais uma temporada.

Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão em 2013 pela morte da ex-modelo Eliza Samudio – a sentença lhe atribuiu os crimes de assassinato e ocultação de cadáver. Desde o ano passado, cumpre a pena em regime semiaberto, o que lhe permitiu jogar pelo Rio Branco.

Terra

Leo de Brito ingressa com ação no STF contra censura a professores feita pelo governo Bolsonaro

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O deputado federal Leo de Brito (PT-AC) ingressou nesta quinta-feira, 4, com ação no Supremo Tribunal Federal (STF), contra o ato produzido pelo Ministério da Educação (MEC) de censura a professores e violação a liberdade de expressão no ambiente universitário.

A ação do parlamentar acreano, assinada junto com a advogada e professora Samarah Mota, questiona documento encaminhado no último dia 7 de fevereiro às instituições de ensino superior de todo o país em que pede a tomada de providências com objetivo de “prevenir e punir atos político-partidários nas instituições públicas federais de ensino”.

A orientação aos dirigentes das universidades é baseada numa recomendação de 2019 do procurador-chefe da República em Goiás, Ailton Benedito de Souza, que diz que uma manifestação política contrária ou favorável ao governo representa malferir “o princípio da impessoalidade”.

Leo de Brito, que é professor do curso de Direito da Universidade Federal do Acre desde 2017, repudiou a ação e disse estar estarrecido com a escalada autoritária que o governo Bolsonaro tem perpetrado diante da educação.

“Este ato viola o direito fundamental de liberdade de expressão de professores e alunos de todo o país. Uma ação autoritária que afronta diretamente a decisão do STF na ADPF 548 do Distrito Federal (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), que garantiu a liberdade de expressão, a liberdade cientifica, a liberdade de cátedra, e a autonomia universitária”, explicou o deputado.

O parlamentar também se solidarizou com os professores da Universidade Federal de Pelotas, Pedro Curi Hallal e Eraldo dos Santos Pinheiro, punidos por emitirem opiniões contrárias a Bolsonaro. Para não serem alvos de processo administrativo, que poderia levá-los a demissão, os docentes tiveram que assinar Termo de Ajustamento de Conduta proposto pela Controladoria Geral da União.

“Um verdadeiro absurdo, são ações conectadas com objetivo claro de censura, nesse caso a CGU impôs mordaça a professores por dois anos por se manifestarem publicamente contra o desgoverno de Bolsonaro, isso é inaceitável! A ditadura militar no Brasil acabou há mais de 30 anos, mas infelizmente estão querendo ressuscitá-la, eu quero repudiar esse tipo de ação, já não bastam as quase 2 mil mortes diárias que estamos tendo por conta desse governo negacionista, a escalada autoritária contra as instituições, agora querem calar professores e as universidades, isso não vamos aceitar de forma alguma”, finalizou Leo de Brito.

Além da Reclamação Constitucional impetrada no STF, o parlamentar também pediu a convocação do ministro da Educação na Câmara dos Deputados para dar explicações sobre o ato autoritário e com fins de censura a liberdade de expressão e a autonomia universitária.