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Deputado Wagner Felipe visita interior e leva emendas à Vila Campinas e Jordão

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O deputado estadual Wagner Felipe (PL), com forte atuação voltada para o interior, tem intensificado sua agenda de visitas a municípios do Acre. No início da semana, o parlamentar visitou a Unidade Mista de Saúde de Campinas. O deputado destinou uma emenda individual para aquela cidade.

“Destinamos uma verba para lá e aproveitei para ver os trabalhos lá. O Governo do Estado fez investimentos em equipamentos”, diz.

Na Vila Campinas, o deputado foi recebido pelo responsável pela unidade de saúde, Reyson, e na ocasião conversaram sobre a emenda de R$ 50 mil reais destinada.

“A emenda parlamentar será de R$ 50 mil para aquisição de um veículo para atender o lado administrativo da unidade”, diz.

Wagner Felipe também esteve em visita ao município do Jordão para entrega de emenda parlamentar para atender os ribeirinhos com medicamentos e insumos na área da saúde. Na oportunidade o depurado foi recebido pelo prefeito da cidade, Nauru Ribeiro.

Ainda no Jordão, o deputado Wagner Felipe visitou a Secretaria Municipal de Agricultura, junto com o vereador Antônio Jorge. “Fomos atendidos pelo técnico agrícola, Neto, que falou as necessidades na área”, conta.

Na oportunidade, o parlamentar visitou o laboratório do Jordão para onde pediu investimentos.

“Temos pedido para o Estado contratar para diminuir gastos ao Estado que manda os exames para Tarauacá, tendo um laboratório no município que poderia fazer isso”, diz.

O deputado Wagner Felipe tem visitado diversos municípios do interior do Acre.

Morre de Covid empresário Romeu Delilo, dono do Posto do Romeu, em Rio Branco

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O empresário Romeu Delilo faleceu nesta quarta-feira (17) após complicações da Covid-19. O empresário estava internado tratando a doença e sofreu uma parada cardíaca.

Romeu estava internado no Hospital Santa Juliana após apresentar piora no seu estado de saúde por causa da doença.

Bruna Delilo, filha do empresário dono do Posto do Romeu, em Rio Branco, lamentou o falecimento do pai.

Sempre vou lembrar do paizão que tive!
Aquele homem brincalhão e alegre, forte e guerreiro, quantas coisas conquistou..
Lembro todo apoio que me deu, sempre esteve comigo nos momentos mais importantes, me ajudando, na verdade se não fosse ele, eu não seria quem sou hoje.
Agradeço a Deus pelos bons momentos que tive com meu pai aqui na terra, um dia nos reencontraremos.
Te amo pai ❤️

Deus o levou
#luto

“Se for preciso parar obras para comprar vacinas vamos fazer isso”, diz Gladson Cameli

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O governador Gladson Cameli, juntamente com o secretário Estadual de Saúde, Alysson Bestene, e a equipe da Sesacre, participaram, hoje, da reunião da Comissão Especial de Enfrentamento à Covid-19 da Assembleia Legislativa do Acre.

No início da reunião, o presidente da Comissão, deputado Roberto Duarte, fez um histórico da viagem que os parlamentares fizeram a sete municípios, no período de 02 a 5 de março, e listou quais os princiais pontos levantados, os encaminhamentos feitos e as propostas dos deputados para que o cenário da saúde local melhore.

“Os profissionais da linha da frente do combate ao coronavírus estão trabalhando no limite. É preciso reforçar as equipes. Além disso, precisamos melhorar as condições de infraesttrutura dos hospitais e unidades de saúde. E, urgentemente, é necessário ampliar a autonomia de oxigênio nas unidades do interior”, listou Roberto Duarte.

“Eu estou no limite. Temos um compromisso único que é vida, temos nossas opiniões. Eu deito minha cabeça no travesseiro e não vejo a hora disso passar”, disse – nitidamente exauto, Gladson Cameli.

O governador aproveitou a oportunidade para dizer que o Estado está pronto para adquirir as vacinas.

“Se for preciso parar obras pra comprar vacina estamos prontos pra isso”, disse o governador.

O secretário de Saúde explicou que o Acre fará parte do Consórcio do Nordeste para a aquisição das doses das vacinas. “Estamos preparando o termo para aderir às compras. O momento é de espera da garantia dos próprios laboartórios de que terão os insumos para a produção das vacinas. Como bem disse o Governador, já temos o recurso separado”, garantiu Alysson Bestene.

Confira abaixo o posicionamento do Secretário Alysson relacionado aos pincipais questionamentos dos parlamentares:

1) *Reforço de profisisonais de saúde*: No último ano, o Acre já realizou mais de 1.000 contratações, levando em consideração médicos e fisioterapeutas, por exemplo. É preciso reuniões com os órgãos de controle para apresentar, de forma muito transarente, a necessidade de que o Estado tem para enfrentar a Covid-19.
2) *Oxigênio*: Diante do alto consumo de cilindros de oxiêngio, a Sesacre – juntamente com a rede privada – já tomou providências, em parceria com algumas instituições, com a capacidade de ampliar a quantidade de cilindros para atender todo o Acre. Para as próximas semanas, está prevista a chegada de mais de 107 cilindros para atender, inclusive, a rede privada.
3) Em relação às *reformas das unidades de saúde*, os trabalhos estão dando início. Porém no momento de pandemia, todas as dificuldades são aumentadas, como, por exemplo: preço dos insumos;
4) *Aquisição das ambulâcias*. Em 2019, haviam 11 ambulâncias quebradas. Atualmente, o Governo do Acre está fechando a negociação de 28 ambulâncias. O processo já foi homologado e a comrpa será realizada com recursos do Banco Mundial, equivalente a R$5,3 milhões.

Mais de 11 mil doses da Coronavac chegam ao Acre nesta quarta para idosos a partir de 70 anos

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O governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), recebeu nesta quarta-feira, 17, mais 11.220 doses da vacina contra Covid-19 produzida pelo Instituto Butantan, a Coronavac. As doses fazem parte da 8ª etapa de imunização, da primeira fase de grupos prioritários.

As novas doses são para a imunização de mais 33% das pessoas de 70 a 74 anos, e 7% dos trabalhadores da Saúde, atendendo 91,8% dos trabalhadores da Saúde. Ainda, a reserva das segundas doses continua sendo obrigatória.

A vacinação contra a Covid-19 foi iniciada em 19 de janeiro. Com a nova remessa, o Acre contabiliza 101.600 doses, contemplando o referente a 60.300 pessoas para primeira dose, e 41.300 pessoas para segunda dose. Apenas 19 mil doses do Laboratório Fiocruz não foram recebidas, por se tratar de esquema com intervalo de 90 dias, estando previsto o envio para abril e maio de 2021.

Prefeitura de Plácido de Castro implanta Rede de Mulheres emprededora no município

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O prefeito de Plácido de Castro, Camilo Silva ( PSD) e a primeira-dama Maria Silvana, junto com a Secretária de Assistência Social e Trabalho Rosimara Vicenzi, realizaram o lançamento do Programa Rede Mulheres Emprededoras. Cujo objetivo é assegurar uma fonte de renda às mulheres do município que estão desempregadas e possibilitar o empoderamento desse público.

O prefeito Camilo Silva criou uma coordenação na Secretaria de Assistência Social voltada para o desenvolvimento da cidadania e o cuidado com as mulheres. Essa pasta estará na coordenação do programa.

O Programa Rede de Mulheres Emprededoras existe em todo o Brasil. Tendo como objetivo a integração, a capacitação e a troca de conhecimento entre mulheres que possuem ou buscam o próprio negócio, espalhadas por todo o país.

Para o prefeito Camilo Silva, a economia solidária é voltado para pessoas, que em sua maioria, estão abaixo da linha da pobreza, na qual possibilita meio de sobreviver e encontrar outros meios para viver. ” E o poder público tem uma missão muito grande nessa questão. E aqui nós procuramos pôr na diretoria de trabalho, pessoas que sabe o que é a sociedade e como é viver na sociedade”, disse.

Camilo afirma que o grande objetivo em relação ao programa, é a construção de uma feira. ” Esse grupo tem como objetivo construir uma feira e as pessoas que vão compor, são aquelas que acham que não tem condições de viver porque não tem saída. Então, elas vão ser preparadas para produzir e comercializar o produto. Com isso, ela vai entender que pode sobreviver e encontrar uma saída”.

O gestor afirma que na sua gestão, a secretaria da mulher foi incorporada à secretaria de Assistência Social para ser comandada por mulher. Uma vez que na gestão passada, era comandadas por homens. ” A missão da diretoria de emprego e renda é resgatar as mulheres que estão à margem da sociedade. A mulher que tá lá na periferia, que muitas vezes nem conhece as boas maneiras, um padrão de higiene. Porque tudo isso tem que ser preparado, se organizar enquanto mulher, saber cuidar e se valorizar, mostrando sua importância para a sociedade. E essa mulher vai produzir e ganhar a confiança da sociedade no seu produto. Seja produto de beleza, de enfeite, qualquer produto que possa ser comercializado”.

Para garantir que as mulheres adquira essa visão emprededora, a secretaria vai ofertar palestras, cursos de empreendedorismo para garantir o desenvolvimento do município.

“Sem medidas preventivas sérias, seguirá faltando UTIs e aumentando o número de mortes no Acre”, diz infectologista Jenilson Leite

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Na sessão ordinária dessa quarta-feira (17), que foi realizada de forma remota, o deputado estadual Jenilson Leite ( PSB) fez uma abordagem sobre o enfrentamento da covid-19 desde o primeiro caso registrado em solo acreano.

O deputado que é médico infectologista, relembrou que no Estado do Acre, os três primeiros casos da doença confirmados completou um ano nesta quarta. Nesse mesmo dia, faz um ano que o governador Gladson Cameli publicou o primeiro decreto de emergência sanitária. ” Para recordar esse momento que estamos vivendo, hoje completa um ano que o Acre registrou os três primeiros casos de covid-19. Nessa mesma data o governador publicou o primeiro decreto de emergência sanitária. E se nós formos observar e avaliar, a vida aqui no Acre em relação a pandemia só pirou, nos últimos tempos”, recordou.

Para o deputado, que é infectologista, a piora tem explicação. ” A explicação tem raíz. O agravamento é devido a abordagem e o olhar do modo de enfrentamento à pandemia. Que desde o início, não só no Estado do Acre, mas também no Brasil, tem sido inadequado, impróprio para o enfrentamento de uma doença infectocontagiosa, de transmissão, sobretudo, respiratória”, afirma o deputado.

” Deveríamos fazer uma abordagem no sentido de fazer o cerco epidemiológico , utilizar as metodologias adequadas do enfrentamento da doença, mas foram negadas , foram tidas como medidas inapropriadas. Medidas polítizadas. Mas hoje, as linhas da história demonstram que a situação do povo brasileiro e do povo acreano em relação à pandemia só piorou”, afirma.

Segundo o deputado, devido o negacionismo e a falta de política séria, o número de casos aumentaram e no número de óbitos também. ” A circulação do vírus devido o seu aceleramento fez com que surgisse novas serpas do vírus. Isso tudo é devido o enfrentamento inadequado”, pontua.

Um ano depois do primeiro caso, o Acre ultrapassou a soma 63 mil pessoas infectadas. Os número foram mostrado num gráfico exposto pelo deputado aos colegas e às pessoas que acompanham a sessão pelas plataformas digitais.

O deputado concluiu sua fala afirmado que ” sem medidas preventivas sérias, seguirá faltando UTIs e aumentando mortes no Acre”.

Edvaldo Magalhães lembra fila silenciosa por um leito de UTI-Covid no Acre e cobra celeridade na vacinação

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O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) falou a respeito da adoção de novas posturas diante da pandemia de covid-19 no Acre. Ao completar um ano da doença que já matou 1.140 acreanos, o parlamentar lembrou a fila silenciosa, que é a fila de espera por uma vaga de UTI. No boletim de ontem (16), da Sesacre, apontava 14 pessoas à espera de um leito.

“Temos todos os dias óbitos, porque não anda a fila. Essa é a nossa realidade. Precisamos tratar dessa gravidade. Diante do aprofundamento da crise não dar pra ter as mesmas medidas. O cansaço, o estresse para lidar com problemas complexos precisam ser superados. Não pode ter vacilo. Não dar pra fazer beicinho, não dar para ficar de mimimi. É grave a situação do nosso povo”, diz o deputado líder da oposição na Aleac.

Edvaldo disse ainda que é preciso acelerar a campanha de vacinação contra a covid-19 em um esforço entre governo e prefeituras. “Ontem, a imprensa nacional analisando a estatística da vacinação no Brasil, indicava que o processo de vacinação é lento no Acre. Nós estamos fazendo a pior campanha de vacinação da nossa história. Essa está sendo lenta. Quem coordena o processo é o governo, quem aplica são as prefeituras. Então, nós estamos tendo um problema de coordenação e um problema de engrenar. Porque se tem pouca, pelo menos a pouca que se tem, tem que ser aplicada”, pontua.

Magalhães mencionou que está pronto para ajudar o governo, sem cores partidárias. “Esse parlamentar questiona, mas ajuda. Eu quero estar do lado daqueles que não são negacionistas. Nós temos que salvar as vidas para salvar a economia”

Pedido de desculpas do governador aos garis

Edvaldo lembrou que o pedido de desculpas do governador Gladson Cameli aos trabalhadores da Zeladoria, pelo episódio em que eles foram recebidos por cassetetes, cachorros e spray de pimenta esta semana, é pedagógico.

“Eu achei importante o governador vir a público e pedir desculpas aos garis. Ordens absurdas não precisam ser cumpridas. Quando você enfrenta pessoas famintas, você tem que perguntar se o diálogo foi esgotado. Eu achei o pedido de desculpas pedagógico. Por outro lado, a arrogância do prefeito, a petulância do prefeito, demonstra o tamanho da amargura da sua alma contra injustiçados trabalhadores”, finalizou.

UPA do 2º Distrito volta atender apenas Covid, mas Into continua sendo referência para a doença

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Em razão do aumento de casos confirmados de Covid-19, e consequentemente da maior busca por atendimento médico, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do setor de Assistência à Saúde, em reunião na manhã desta quarta-feira, 17, com a direção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do 2º Distrito, decidiu reabrir a unidade para atendimento apenas de pacientes com Covid-19.

Entretanto, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC) continua sendo a unidade do Estado referência para Covid-19, sendo que a Unidade de Referência de Atenção Primária (Urap) Maria Barroso, em Rio Branco, é referência do Município.

“Vamos reabrir a UPA do 2º Distrito para atendimento apenas de casos Covid-19, mas lembramos à população que as outras UPAs continuam realizando o atendimento das demais doenças. A decisão é para somar forças no enfrentamento à pandemia”, destacou a secretária adjunta de Assistência à Saúde, Paula Mariano.

Piloto que passou 36 dias em mata conta como sobreviveu: ‘A floresta não está lá para te matar’

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Antônio Sena foi resgatado com 26 quilos a menos, mas com uma bagagem de superação

O piloto paraense Antônio Sena, de 36 anos, passou 36 dias desaparecido após um acidente de avião até ser resgatado no último sábado (6). As equipes de resgate já tinham desistido de encontrá-lo, quando ele foi ajudado por coletores de castanha no meio da mata. Ele estava com 26 quilos a menos, mas com uma bagagem de superação.

Antônio desapareceu no dia 28 de janeiro, quando seu avião caiu em uma área de floresta perto do rio Paru, próximo à divisa do Pará com o Amapá. Ele caminhou por 32 dias até encontrar o acampamento de um grupo de coletores de castanha, que o deram alimento e pediram socorro por meio de um rádio amador.

O resgate envolveu equipes da Força Aérea Brasileira, Corpo de Bombeiros e voluntários dos dois estados.

Sobrevivência

O piloto conta que, após o acidente, ficou preocupado em se manter ativo, achar água, comida e fazer abrigo. “Fiz uma barraca com duas forquilhas de madeira, folhas de palmeira e usei sacos de sarrapilha para forrar, cobrir a barraca e aquecer meus pés à noite, quando a temperatura chegava a 16°C”, relembrou.

Antônio usou o ensinamento do curso de sobrevivência, onde aprendeu que se os recursos são escassos, a pessoa não pode beber água nas primeiras 24 horas e nem comer nas primeiras 48. Além de priorizar encontrar água, abrigo e fogo.“Se eu tive medo? Várias vezes. À noite, mais, porque é um momento em que a floresta te envolve nos medos mais profundos”, relatou.

Ele conta que improvisou uma vara com uma faca amarrada, que dormia com ela próxima, caso algum animal aparecesse. Para evitar visitantes indesejados, ele não dormiu perto de igarapés, porque “a água atrai bichos”.

O piloto conta que chegou a ouvir as aeronaves de busca, mas elas passavam cada vez mais longe e com menos frequência conforme passavam os dias.No oitavo dia, Antônio resolveu caminhar em busca de ajuda.

Ele conseguiu contar com o celular, que resistiu ao acidente, mas estava sem sinal e só tinha um registro do mapa. No primeiro dia de caminhada em direção às três pistas de pouso marcadas ou rumo ao rio Paru, Antônio teve uma crise de hipoglicemia e desmaiou. Ele acabou tomando a última lata de refrigerante.

“Água eu tinha bastante; já a oferta de frutas era pouca”, contou. “Eu me alimentei muito de uma frutinha chamada breu, que conhecia só como fonte de fogo. Onde via, pegava e guardava, mas não sabia que era comestível até acabar o pão e, eu, com fome, comecei a observar os macacos. Tudo o que eles comiam eu comia também”, completou o piloto, que se alimentou à base de frutas e ovos de aves.

Com a oferta escassa de alimento, ele explicou como perdeu 26 quilos: “Acontecia muito de eu passar três dias sem comer”.

Nasceu de novo

Por volta das 16h da sexta-feira (5), Antônio viu uma lona cheia de castanhas e relacionou ser uma área de castanheiros. A primeira pessoa que o encontrou perguntou como poderia ajudá-lo e lhe ofereceu castanhas.

“Eles me levaram para um barracão, onde conheci a dona Maria Jorge. Ela disse que ligaria para minha família com um rádio amador e me preparou leite quente com bolacha”, contou.

“Eu já estava muito fraco, com perda de visão e desmaios há três dias. Os exames que fiz depois apontaram um nível de desgaste muscular como se eu tivesse corrido uma maratona a cada dois dias”, acrescentou o piloto.

Os castanheiros entraram em contato o irmão de Antônio, em Santarém, e sua mãe, em Brasília. “Disseram para ela: ‘Seu filho mandou avisar que ele está vivo’”, relembrou. O resgate aconteceu no dia seguinte.

“Muita gente falou que eu venci a floresta, mas eu só passei por ela. E ela me sustentou, me deu água, alimento. A floresta não está lá para te matar. Ela é o sustento dos castanheiros que me salvaram”, defendeu.

Acidente

Antônio conta que sempre trabalhou com aviação comercial, mas após seu último trabalho, na África, decidiu ficar em Santarém. Ele aceitou um trabalho para voar para o garimpo clandestino. “Eram três dias de experiência e, no terceiro voo, aconteceu o acidente”, explicou.

O piloto relatou que, entre a pane e o impacto foram dois minutos: “Uma eternidade na aviação. Meu conhecimento da região amazônica e treinamentos me trouxeram muita calma”.

Ele conseguiu informar que estava caindo e que precisava fazer um pouso forçado. O avião caiu em um igarapé e ficou coberto de diesel.

“A primeira coisa que fiz foi pegar as três garrafas de água de 500 ml que estavam lá. Consegui pegar ainda quatro latas de refrigerante, um pacote de pão, sacos de sarrapilha [usados para ensacar o ouro no garimpo], uma corda e minha mochila, onde tinha canivete, faca de bolso, lanterna e isqueiro. Peguei tudo e me afastei da aeronave. Aos poucos, ouvi ela queimando”, relembrou como iniciou sua jornada pela sobrevivência.

O Liberal

Rejeição a Bolsonaro na gestão da crise do coronavírus bate recorde de 54%, aponta Datafolha

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Pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo na noite desta terça-feira (17) aponta que 54% dos entrevistados avaliam como ruim ou péssimo o desempenho do presidente Jair Bolsonaro na gestão da crise provocada pelo coronavírus. Essa é a maior rejeição desde o início da pandemia. Na pesquisa anterior, realizada em janeiro, o índice de desaprovação ao presidente era de 48%.

Segundo o novo levantamento, 22% consideram ótima ou boa a performance de Bolsonaro na condução do enfrentamento à pandemia. O índice anterior era de 26%. Já os que avaliam como regular somam 24%.

A pesquisa foi realizada por telefone nos dias 15 e 16 de março e ouviu 2.023 pessoas em todas as regiões do país. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Confira os resultados

Avaliação do presidente Jair Bolsonaro:

Ótimo/bom: 22%
Regular: 24%
Ruim/péssimo: 54%
Não sabe: 1%

GZH