O município de Sena Madureira perdeu no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação que tentava derrubar a suspensão da lei que aumentou os salários do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais em 83,40%.
A decisão foi tomada pelo ministro Nunes Marques, que negou seguimento ao recurso apresentado pela prefeitura contra entendimento do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).
O caso envolve a Lei Municipal nº 750/2023, aprovada em Sena Madureira, que autorizou a recomposição salarial acumulada entre 2009 e 2022 para agentes políticos do município. O reajuste acabou sendo contestado pelo Ministério Público do Acre, que apontou possível inconstitucionalidade na medida.
Em abril deste ano, o Tribunal de Justiça do Acre suspendeu os efeitos da lei por meio de medida cautelar. Na ocasião, a desembargadora Denise Bonfim afirmou que o percentual era “desproporcional” e havia sido concedido na mesma legislatura.
A prefeitura então recorreu ao STF alegando que o TJAC teria desrespeitado uma suspensão nacional determinada pelo Supremo no julgamento do Tema 1.192 da repercussão geral, que discute reajustes salariais para agentes políticos municipais.
Ao analisar o caso, Nunes Marques entendeu que não houve violação da decisão do STF. Segundo o ministro, mesmo durante a suspensão nacional do tema, a Justiça pode adotar medidas urgentes para evitar dano irreparável.
Um homem identificado como Davi Morais da Silva, de 33 anos, foragido da Justiça do Acre, foi preso na última quinta-feira (15) no município de Eirunepé, no interior do Amazonas, a 1.160 quilômetros de Manaus. Ele era condenado a mais de 22 anos de prisão e, segundo a polícia, utilizava o nome do próprio irmão para ocultar a verdadeira identidade e evitar a captura.
De acordo com o delegado Ramon Improta, da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Eirunepé, a prisão foi possível após troca de informações entre a Polícia Civil do Acre e equipes no Amazonas. Os investigadores receberam uma fotografia do suspeito e conseguiram reconhecê-lo, já que ele havia sido abordado anteriormente no município utilizando outro nome.
“Assim que recebemos a imagem, os policiais o reconheceram imediatamente. Ele já havia sido abordado diversas vezes no município, sempre utilizando outro nome”, afirmou o delegado. Ainda segundo a autoridade policial, inicialmente não havia registro de mandado de prisão vinculado à identidade falsa apresentada pelo suspeito.
As investigações apontam que o homem alegava não possuir documentos pessoais e usava a identidade do irmão para dificultar a confirmação de sua verdadeira identidade. Após a verificação dos dados e emissão do mandado de prisão, a equipe realizou a captura. Segundo a polícia, ele possui extensa ficha criminal por tráfico de drogas, associação para o tráfico, posse ilegal de arma de fogo e roubo, e agora permanece à disposição da Justiça.
Com mais de 210 mil atendimentos em 2025, instituição consolida atuação como porta de entrada da cidadania para milhares de acreanos
Em um estado onde a maior parte da população enfrenta dificuldades econômicas, a Defensoria Pública do Acre tem se consolidado como uma das instituições mais importantes para garantir acesso à Justiça, cidadania e dignidade. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em fevereiro de 2026, mostram que cerca de 90% da população acreana possui renda inferior a R$ 5 mil mensais, realidade que coloca a maioria dos moradores dentro dos critérios de atendimento da instituição.
Atualmente, a Defensoria Pública do Acre atua em todo o estado com 61 defensores públicos para atender uma população estimada em mais de 884 mil habitantes. Pela regra geral, a instituição presta assistência jurídica gratuita para pessoas com renda familiar de até quatro salários mínimos. No entanto, a atuação da Defensoria vai além dos critérios objetivos de renda.
Em situações excepcionais, a instituição também atende pessoas que, embora recebam acima do limite previsto, estejam em condição de vulnerabilidade, como casos de superendividamento, doenças graves, mulheres em situação de violência, idosos, comprometimento significativo da renda familiar ou outras circunstâncias que impeçam o acesso adequado à defesa de direitos.
Ao longo das últimas décadas, a Defensoria Pública ampliou significativamente sua atuação, tornando-se um dos principais instrumentos de promoção da justiça social no país. No Acre, esse crescimento é refletido diretamente nos números. Somente em 2025, a instituição realizou mais de 210 mil atendimentos, alcançando um recorde histórico. Em 2026, até o mês de maio, já foram contabilizados mais de 90 mil atendimentos em todas as regiões do estado.
Para a defensora pública-geral do Acre, Juliana Marques Cordeiro, os números refletem não apenas a dimensão do trabalho institucional, mas principalmente a confiança da população na Defensoria Pública.
“Quando afirmamos que a Defensoria Pública pode atender mais de 90% da população acreana, estamos falando sobre garantir dignidade, cidadania e acesso real à Justiça para quem mais precisa. A Defensoria é, muitas vezes, a única porta que permanece aberta para pessoas em situação de vulnerabilidade. Nosso compromisso é assegurar que nenhum cidadão deixe de ter seus direitos defendidos por falta de condições financeiras”, destacou.
Os números representam mais do que estatísticas. Revelam histórias de famílias que conseguiram acesso a medicamentos, crianças que tiveram garantido o direito à educação, mulheres protegidas da violência doméstica, consumidores defendidos contra abusos, pessoas em situação de vulnerabilidade assistidas em processos judiciais e cidadãos que encontraram na Defensoria Pública a única possibilidade real de acesso à Justiça. “Cada atendimento realizado carrega uma história de vida e uma necessidade urgente. Por trás de cada processo existe uma pessoa buscando amparo, orientação e solução para problemas que impactam diretamente sua sobrevivência e sua dignidade. É por isso que fortalecer a Defensoria Pública significa fortalecer a própria democracia”, acrescentou Juliana Marques Cordeiro.
Em um país marcado por profundas desigualdades sociais e econômicas, a assistência jurídica gratuita muitas vezes representa a diferença entre ter ou não direitos assegurados. Nesse cenário, a Defensoria Pública exerce um papel essencial ao assegurar que a população mais vulnerável tenha voz, defesa e acesso aos serviços do sistema de Justiça.
Outro diferencial da instituição é o acesso direto e simplificado. Qualquer pessoa que se enquadre nos requisitos legais pode procurar atendimento diretamente na Defensoria Pública, sem necessidade de encaminhamento prévio por outras autoridades ou órgãos públicos.
Mais do que atuar em processos judiciais, a Defensoria Pública do Acre desempenha uma função estratégica na promoção da cidadania, na mediação de conflitos, na orientação jurídica e na defesa coletiva de direitos humanos. A instituição também atua em áreas como saúde, infância e juventude, direitos do consumidor, execução penal, moradia, direitos das mulheres, população em situação de rua, pessoas idosas e comunidades vulneráveis.
Na gestão do governo do Acre, cuidar é garantir direitos, e a proteção das crianças e adolescentes está no cerne das políticas públicas. Um dos principais avanços nessa esfera é a implantação do primeiro Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente (Caica), que será entregue nesta segunda-feira, 18, em Rio Branco, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A iniciativa se dá em parceria com diversos órgãos públicos que integram a rede de proteção e acolhimento.
Sob comando da governadora Mailza Assis, essa prioridade se traduz em avanços na educação, saúde e prevenção, com foco voltado à garantia de direitos, segurança e acolhimento. Por isso, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) vem trabalhando em mais de nove frentes de atuação para fortalecer a Política de Proteção da Criança e do Adolescente.
As medidas vão desde a formação de conselheiros tutelares até a criação de um centro integrado para evitar que vítimas de violência revivam o trauma em múltiplos atendimentos.
O novo centro foi criado para reduzir a burocracia e agilizar o atendimento às vítimas de violência no Acre. Antes, as famílias precisavam buscar assistência em diferentes órgãos, como Instituto Médico Legal (IML), unidades de saúde e serviços da rede de assistência social e jurídica. Com o Caica, crianças e adolescentes passarão a contar, em um único espaço, com atendimento psicológico, perícia médica, exames, consultas, acompanhamento do Conselho Tutelar e acolhimento durante todo o processo.
A governadora Mailza Assis enfatiza que a implantação do Caica representa a concretização de um compromisso do governo com a proteção das crianças e adolescentes.
“Nosso objetivo é evitar que essas crianças precisem reviver situações de sofrimento em diferentes instituições, oferecendo um atendimento digno, ágil e especializado. O Acre dá um grande passo na defesa dos direitos da infância e da adolescência, fortalecendo as políticas públicas e garantindo mais cuidado, proteção e respeito às famílias acreanas”, destacou a chefe do Executivo.
O modelo já está presente em capitais como Maceió (AL), Manaus (AM), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Salvador (BA) e Porto Alegre (RS). Com a implantação da unidade, o Acre passa a ser o oitavo estado do país a oferecer esse tipo de atendimento integrado, o que é considerado um avanço importante para as políticas públicas voltadas à infância e adolescência.
Investimento na proteção das crianças
Outra ação fundamental para a proteção desse grupo foi a criação do Comitê de Apuração do Orçamento da Criança e do Adolescente (Ocad), criado para desenvolver ações e programas de proteção e desenvolvimento da criança e do adolescente.
Nesta sexta-feira, 15, o governo do Acre enviou à Assembleia Legislativa do Estado (Aleac), a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o exercício financeiro de 2027 incluindo orçamentos temáticos instituídos pelo Estado, como Orçamento Sensível ao Gênero (OSG), o Orçamento Criança e Adolescente (Ocad), o Orçamento Climático e as ações relacionadas à igualdade étnico-racial, fortalecendo a transversalidade das políticas públicas e ampliando a transparência da gestão orçamentária.
Tecnologia e estrutura nos conselhos tutelares
Uma das principais ações é a implementação do Sistema de Informação para a Infância e Adolescência – Conselho Tutelar (Sipia-CT). O trabalho envolve formação continuada dos conselheiros tutelares e entrega de equipamentos, qualificando o registro e o acompanhamento dos casos de violação de direitos no estado.
Recursos para o Fundo da Criança
Para ampliar o financiamento de projetos, o governo promove a campanha Leão que Protege. A iniciativa mobiliza pessoas físicas e jurídicas a destinarem parte do Imposto de Renda ao Fundo Estadual da Criança e do Adolescente, mecanismo que fortalece o financiamento de ações sociais e programas voltados à promoção, proteção e garantia de direitos desse público em todo o estado.
A campanha visa destinar 6% daquilo que já é descontado da pessoa física do Imposto de Renda ao Fundo da Criança e do Adolescente. Quando estiver fazendo a declaração do IR, o contribuinte pode indicar a doação para o fundo. O trabalho é feito em parceria com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), Receita Federal, Tribunal de Contas do Estado (TCE) e outros todos os órgãos.
Aplicação das Leis da Escuta Protegida e Henry Borel
A SEASDH realiza formações e articulações institucionais para garantir a aplicação da Lei da Escuta Protegida (Lei nº 13.431/2017) e da Lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022). Como resultado, foram criados os Comitês Colegiados da Rede de Cuidado e Proteção de Crianças e Adolescentes vítimas e testemunhas de violência.
A Lei Henry Borel é a legislação brasileira que cria mecanismos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes. Em vigor desde maio de 2022, a norma recebeu esse nome em homenagem ao menino de 4 anos morto em 2021, no Rio de Janeiro (RJ).
Prevenção com o Programa Cria
Na linha de prevenção ao abuso de drogas e à violência, o governo executa o Programa Cria. A estratégia utiliza três metodologias reconhecidas nacionalmente: Famílias Fortes, Elos e #tamojunto.
As metodologias Elos, #tamojunto e Famílias Fortes fazem parte do 1º eixo do projeto Prevenção na Infância e na Adolescência, atuando no desenvolvimento de habilidades de vida, no fortalecimento de vínculos e de experiências de pertencimento nos contextos familiar, escolar e comunitário, e na prevenção do bullying e da violência no ambiente escolar. Além disso, são atividades que visam evitar que crianças e adolescentes tenham acesso à publicidade de bebidas alcoólicas. Durante o encontro, os profissionais vão compartilhar experiências, resultados e desafios enfrentados nos territórios.
Os encontros já estão sendo promovidos em escolas estaduais e municipais de Rio Branco e Cruzeiro do Sul.
Planos estaduais em execução e elaboração
O Estado apoia os comitês de monitoramento de três planos já existentes: o Plano Estadual Decenal de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes; o Plano Estadual de Prevenção e Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes; e o Plano Estadual Decenal de Medidas Socioeducativas.
Paralelamente, estão em elaboração o Plano Estadual da Primeira Infância, o Plano de Convivência Familiar e Comunitária e o Plano de Erradicação do Trabalho Infantil.
Participação social e formação da rede
Também foi fortalecido o Comitê de Participação dos Adolescentes no Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca). A SEASDH apoia ainda a Escola de Conselhos na formação continuada de conselheiros tutelares e demais atores do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente.
Proteção à vida: PPCAAM
O Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçado de Morte (PPCAAM) também foi fortalecido para garantir a retirada imediata de crianças e adolescentes em situação de risco iminente.
Educação do Estado e Ministério Público firmam parceria para fortalecer rede de proteção a crianças e adolescentes no Acre
Por meio da Secretaria de Educação e Cultura (SEE), o Estado assinou um termo de cooperação técnica com o Ministério Público do Acre (MPAC), parceiro na campanha Sinal de Alerta: reconhecer é proteger, fortalecendo a atuação conjunta nas escolas da rede pública.
A campanha promovida pelo MPAC busca sensibilizar, informar e mobilizar a sociedade no enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Caica: atendimento integrado para evitar revitimização
Com o Caica, todo o fluxo será concentrado em um único local: atendimento de saúde, perícias legais, registro de boletim de ocorrência para abertura de inquérito, atuação da Defensoria Pública, manifestação do Ministério Público, aplicação de medidas protetivas pelo Conselho Tutelar, medidas judiciais e encaminhamentos da Proteção Social Especial.
“O atendimento integrado evita a peregrinação por várias instituições e a repetição da mesma história. Além disso, possibilita a construção de um plano único de atendimento para o restabelecimento do convívio familiar e comunitário saudável e protegido”, destaca o titular da SEASDH, João Paulo Silva.
Rede integrada de proteção no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes
As ações de proteção foram reforçadas no Seminário Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, realizado na quinta-feira, 14, em Rio Branco.
O encontro teve como tema “A escola na prevenção, identificação e intervenção para enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes” e integrou a programação do Maio Laranja – Faça Bonito, campanha nacional de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil.
A iniciativa foi organizada pelo Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes (Ceevs/CCA/Acre), Universidade Federal do Acre (Ufac), Ministério Público do Acre (MPAC), Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca) e governo do Acre.
Nikolas chegou em Rio Branco e já seguiu para Feijó/Foto: Reprodução Instagram
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG) chegou a Rio Branco na manhã desta segunda-feira (18) em voo da Azul e logo em seguida embarcou em avião fretado para a cidade de Feijó onde irá cumprir agenda política pelo interior do Acre.
De acordo com o deputado federal de Minas Gerais, a intenção dele é conhecer a realidade da Amazônia brasileira in loco.
“Acabamos de chegar no aeroporto de Rio Branco e já vamos pegar outro voo e seguir até Feijó. Vamos conhecer a Amazônia real”, disse o parlamentar.
Nikolas cumpre agenda no Acre até o dia 20 de maio, onde participará de evento com lideranças políticas, militantes e simpatizantes no auditório da Uninorte, em Rio Branco.
O Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) anunciou reajuste na tarifa de água e esgoto da capital acreana a partir do mês de junho. A atualização foi divulgada nas redes sociais da autarquia e segue a Resolução nº 119/2026 da Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre, que homologou estudo técnico e autorizou o aumento de 6,30% nos serviços prestados pelo Saerb.
Segundo o órgão, o reajuste será aplicado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a atualização, a tarifa mínima residencial de água passará a custar R$ 40,79, enquanto a tarifa de esgoto será de R$ 32,63, valor correspondente a 80% da tarifa de água.
Além do reajuste, alguns bairros de Rio Branco que antes não possuíam cobrança de esgotamento sanitário passarão a contar com a tarifa. De acordo com o Saerb, a mudança ocorre devido à ativação da rede de esgoto e aos investimentos realizados em infraestrutura sanitária no município. Com isso, moradores que anteriormente pagavam apenas pelo abastecimento de água também passarão a ter cobrança pelo serviço de esgoto.
Em publicação oficial, o Saerb informou que, mesmo com a atualização, a tarifa mínima residencial segue entre as mais baixas da Região Norte. A autarquia afirmou ainda que o reajuste é necessário para garantir a continuidade, manutenção e melhoria dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário oferecidos à população.
O Saerb informou ainda que os recursos arrecadados devem contribuir para a continuidade da “manutenção e melhoria dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município”.
Os consumidores que tiverem dúvidas sobre a atualização tarifária podem entrar em contato com o Saerb por meio do WhatsApp oficial da autarquia: (68) 3212-7439.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) segue avançado nas obras de reconstrução da Estrada do Aeroporto, segmento da BR-364, em Rio Branco. Mais de 2,2 km de macadame já foram executados, etapa essencial para garantir maior resistência estrutural e durabilidade ao pavimento.
A intervenção faz parte das ações de melhoria da infraestrutura viária federal no Acre e busca oferecer melhores condições de trafegabilidade para moradores, trabalhadores e usuários que utilizam diariamente o acesso ao Aeroporto Internacional da capital acreana.
Os serviços no trecho integram contrato de manutenção, que contempla a recuperação de 9,5 quilômetros (km 140 ao km 149,5), em ambos os sentidos da rodovia duplicada. Os trabalhos concentram-se na limpeza e recuperação completa da estrutura da via, começando pela retirada do solo deteriorado e pela implantação de uma nova base mais resistente.
Segundo o superintendente regional do DNIT no Acre, Ricardo Araújo, a obra avança dentro do planejamento e busca resolver problemas antigos da estrada. “A gente está reconstruindo a base da estrada com a técnica do macadame hidráulico para entregar uma via com mais qualidade e segurança. A gente tira o solo que está podre e recompõe com pedra até receber o macadame. Isso garante mais segurança e qualidade para a estrada”, explicou.
Alteração no tráfego
O superintendente também reconheceu os transtornos enfrentados pelos motoristas em razão das intervenções no trecho. Por isso, o DNIT orienta que passageiros com destino ao aeroporto saiam de casa com antecedência e que os condutores redobrem a atenção ao trafegar pelo local, respeitando a sinalização e as orientações operacionais.
“Sabemos dos transtornos momentâneos e pedimos desculpas e compreensão aos usuários, principalmente de quem precisa acessar o aeroporto para que saia um pouco mais cedo de casa”, declarou.
Durante a execução das obras, uma das pistas permanece concentrando o fluxo de veículos, o que tem provocado desgaste acelerado do pavimento ainda não recuperado, com ocorrência de deformações e buracos.
De acordo com a engenheira responsável pelo trecho, Andressa Maciel, o próximo passo será iniciar a liberação gradual do trânsito sobre o macadame já executado, permitindo a redistribuição do fluxo de veículos e o início da recuperação da pista danificada.
“A gente já iniciou a sinalização para liberar a passagem sobre o macadame lançando até o Lojão dos Parafusos. A norma técnica prevê que o tráfego permaneça sobre essa camada por pelo menos sete dias antes da aplicação da capa asfáltica, garantindo a acomodação adequada da estrutura”, explicou.
O DNIT tem ampliado a adoção da técnica do macadame hidráulico em rodovias federais no Acre como solução adequada às características do solo e às condições climáticas da região amazônica. A metodologia consiste na reconstrução da base da pista com camadas de pedra de diferentes granulometrias compactadas, proporcionando maior resistência, melhor drenagem e aumento da vida útil do pavimento. A experiência já aplicada em outros trechos da BR-364 tem apresentado resultados positivos, contribuindo para reduzir danos recorrentes e garantir melhores condições de trafegabilidade aos usuários.
A situação de brasileiros impedidos de entrar no Peru por conta de pendências migratórias voltou ao centro das discussões na região Norte do país, especialmente no Acre, onde milhares de pessoas utilizam a rota terrestre para turismo, comércio e intercâmbio cultural com o país vizinho.
O problema está relacionado a taxas migratórias que, segundo relatos de viajantes, não receberam baixa correta no sistema peruano no momento da saída do país. Com isso, muitos brasileiros passaram a acumular débitos administrativos sem sequer terem conhecimento da situação.
Anos depois, essas pendências aduaneiras passaram a gerar restrições na imigração peruana, impossibilitando a entrada de diversos brasileiros no território vizinho. No Acre, estado que possui uma das principais portas de acesso ao Peru, o impacto tem atingido diretamente turistas, empresários e famílias que tradicionalmente mantêm relação próxima com cidades peruanas.
Diante da crescente reclamação de acreanos afetados pelo problema, o deputado estadual Luiz Gonzaga entrou com um pedido formal de perdão das dívidas junto ao presidente da Câmara de Comércio Peruana, Rafael Torres Morales. A solicitação foi enviada através de ofício e busca uma solução diplomática e humanitária para os brasileiros que foram prejudicados por possíveis falhas administrativas no controle migratório.
Segundo o parlamentar, o assunto deverá ser tratado em articulação com o Ministério das Relações Exteriores do Peru, na tentativa de construir um entendimento que permita a regularização dos casos sem prejuízos aos viajantes brasileiros.
“Nossa intenção com esse pedido é permitir a entrada ao Peru de brasileiros que desejam movimentar a economia dos dois países com o turimos e compras através da Estrada do Pacífico. Tanto a região do Acre como as cidades peruanas só têm a ganhar com esse aumento no trânsito de pessoas nessas regiões que vão gerar ainda mais renda para os acreanos e peruanos. Essas dívidas têm impedido o retorno de diversos brasileiros ao país vizinho, causando transtornos, prejuízos financeiros e dificultando a integração regional”, disse Gonzaga.
A pauta tem ganhado apoio principalmente no Acre, onde o fluxo de pessoas entre Brasil e Peru movimenta setores importantes da economia e fortalece a integração regional pela rota do Pacífico. Para muitos acreanos, o impedimento de entrada no país vizinho representa não apenas um transtorno burocrático, mas também impactos financeiros e familiares.
“A medida fortalecerá o turismo, o comércio bilateral e a integração entre os países, beneficiando diretamente milhares de cidadãos que transitam pela região amazônica e pela rota interoceânica”, concluiu o deputado.
A expectativa agora é de que as autoridades peruanas avaliem o pedido e avancem nas negociações para uma possível anistia ou mecanismo de regularização simplificada das pendências migratórias acumuladas ao longo dos últimos anos.
O ofício enviado pelo deputado Gonzaga pede que o governo peruano avalie a possibilidade de:
Concessão de anistia/perdão das multas e débitos antigos;
Criação de um programa temporário de regularização simplificada;
Facilitação do retorno de brasileiros impedidos de ingressar no Peru em razão dessas pendências administrativas.
O senador Márcio Bittar (PL/AC) está no aeroporto de Rio Branco e anunciou a chegada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG) ao estado na manhã desta segunda-feira (18). O deputado mineiro chegou em voo da Azul.
De acordo com Bittar, o deputado de Minas Gerais vai conhecer a “dura realidade” dos acreanos em agenda que vai durar três dias no estado.
“Ele vem passar 3 dias no Acre para conhecer a realidade do estado. Muitas pessoas vão saber através do Nikolas a vida difícil do povo do Acre e da Amazônia”, disse Bittar.
Em suas redes sociais, Nikolas Ferreira informou que pretende conhecer a “Amazônia real”.
“Acabei de chegar ao Acre e seguirei até Feijó para conhecer a Amazônia reala”, disse o parlamentar.
De acordo com assessoria do senador Bittar, Nikolas seguirá ainda hoje para Feijó e vai percorrer outras cidades do estado até retornar para Rio Branco na quarta-feira (20).
Um aluno de 11 anos foi apreendido na manhã desta segunda-feira (18), na Escola Estadual Doutor Mário de Oliveira, na Travessa Guaporé, após ser flagrado portando um simulacro de arma de fogo.
A ocorrência aconteceu durante a Operação Escola Segura. A guarnição de Policiamento Comunitário abordou o estudante após conversa com a assistente de coordenação. Segundo relatos, o menor ameaçou colegas no momento da entrada no colégio.
Na sala da coordenação, os policiais localizaram um simulacro menor, que o aluno dizia ser uma pistola calibre .380. O objeto foi confeccionado com materiais recicláveis como papelão, alumínio e fita isolante.
O adolescente relatou à guarnição que também havia produzido um simulacro maior, descrito como uma espingarda calibre 12, feita a partir de uma pistola de máquina lavadora de alta pressão adaptada com um cabo. Ele afirmou que levou o simulacro menor para a escola dizendo que iria matar todos os alunos, alegando sofrer bullying.
O Conselho Tutelar foi acionado e o adolescente foi apresentado na sede do 4º Conselho Tutelar, no bairro Centro. O conselheiro Reginaldo iniciou diligências para notificar os responsáveis legais.
Os simulacros foram apresentados na 1ª Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis. O menor foi transportado na viatura do policiamento comunitário sem uso de algemas e com a integridade física preservada.
A coordenação da escola informou que o aluno possui laudo de TEA, mas o documento não foi apresentado à equipe policial no momento da ocorrência.
Por se tratar de adolescente, o caso segue o Estatuto da Criança e do Adolescente.