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Rio Branco tem mais de 500 pessoas em situação de rua, diz secretário de Assistência Social

Por Por Aikon Vitor, da Folha do Acre 21/05/2026 14:53 Atualizado em 21/05/2026 14:53
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O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos de Rio Branco, Ivan Ferreira, afirmou que a capital acreana possui atualmente mais de 500 pessoas em situação de rua. A declaração foi dada durante entrevista ao podcast FolhaCast, apresentado pelos jornalistas Gina Menezes e Kauã Lucca.

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Segundo o secretário, o crescimento ocorreu principalmente após a pandemia de Covid 19. “Hoje, infelizmente, nós temos mais de 500 pessoas que estão em situação de rua somente em Rio Branco”, afirmou.

Ivan Ferreira explicou que a prefeitura mantém equipes de abordagem social atuando 24 horas por dia para atender casos envolvendo pessoas em situação de rua, idosos perdidos, exploração sexual, migrantes e outras situações de vulnerabilidade.

Ivan concedeu entrevista ao FolhaCast/Foto: Folha do Acre

“O serviço de abordagem social funciona 24 horas. Você pode ligar, por exemplo, quando tem um idoso perdido ou uma pessoa precisando de encaminhamento. A gente faz essa busca ativa”, disse.

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De acordo com o secretário, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos possui mais de 500 servidores distribuídos em cinco unidades que funcionam em regime de plantão. “Todo o tempo tem que ter servidor. É por escala, um dia sim, outro não”, explicou.

Durante a entrevista, Ivan Ferreira afirmou que o município identificou dez territórios em Rio Branco considerados pontos de maior concentração de pessoas em situação de rua.

“A nossa política não é manter ninguém nas ruas. É trabalhar com diálogo, respeito e ofertar acolhimento para fortalecer os vínculos familiares”, declarou.

Rio Branco tem mais de 500 pessoas em situação de rua, diz secretário de Assistência Social

O secretário também comentou a mudança do Centro Pop, antigo espaço de atendimento localizado na região da Capoeira, para a nova estrutura no bairro Castelo Branco.

Segundo ele, no antigo endereço havia problemas relacionados ao uso indevido da estrutura por pessoas que não faziam parte do público alvo do serviço.

“Algumas pessoas se aproveitavam da oferta de alimentação. Infelizmente tinha gente que pegava marmita e vendia ali nas proximidades”, afirmou.

Ivan Ferreira disse que o novo modelo de funcionamento passou por reestruturação e atualmente oferece atividades em parceria com outras secretarias, incluindo rodas de conversa e cursos.

“Não é só tirar da rua. A gente precisa dar oportunidade, emprego e cursos profissionalizantes”, afirmou.

O secretário também defendeu maior integração entre prefeitura, governo estadual, governo federal, igrejas e entidades sociais para ampliar o atendimento às pessoas em vulnerabilidade social na capital acreana.

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