MPAC apoia operação de combate ao crime organizado que cumpriu 8 mandados judiciais em Rio Branco e Plácido de Castro
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Assessoria de Inteligência, prestou apoio à deflagração da Operação Audácia IX, coordenada pelo Gaeco do Ministério Público de Rondônia (MPRO). A ação ocorreu nesta segunda-feira, 11, em conjunto com forças de segurança pública estaduais e federais.
A operação teve abrangência nos estados de Rondônia, Ceará, Paraná e Acre, com o objetivo de cumprir mandados judiciais contra investigados apontados como integrantes de organização criminosa. As investigações identificaram a atuação do grupo na região da Ponta do Abunã, abrangendo os distritos de Vista Alegre, Extrema, Nova Califórnia e Abunã, em Rondônia.
No Acre, foram cumpridos quatro mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão, nas cidades de Rio Branco e Plácido de Castro. Ao todo, a operação teve como objetivo cumprir 45 mandados de busca e apreensão e 34 mandados de prisão nos estados envolvidos.
Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho, no âmbito de procedimento investigatório criminal instaurado pelo MPRO para apurar a suposta prática dos crimes de constituição e integração de organização criminosa, além de outros delitos identificados ao longo das investigações.
A operação também teve como finalidade a recaptura de foragidos da Justiça, o cumprimento de mandados de prisão em aberto registrados no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e a repressão a crimes eventualmente constatados durante as diligências e ações de patrulhamento realizadas pelas forças de segurança na região, como posse ou porte ilegal de arma de fogo e munições, receptação e tráfico de drogas.
O nome da operação faz referência à forma como alguns investigados utilizavam redes sociais para divulgar imagens com armas de fogo, inclusive de uso restrito, drogas, grandes quantias em dinheiro e referências à facção criminosa da qual fariam parte, em publicações que demonstravam afronta às forças de segurança e intenção de exercer domínio sobre as localidades onde atuavam.
Ascom MPAC