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Mesmo com arrecadação em alta, Manoel Urbano enfrenta rombo de quase R$ 14 milhões

Por Redação Folha do Acre 17/05/2026 22:16 Atualizado em 17/05/2026 22:17
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O alerta sobre o crescimento da dívida pública de Manoel Urbano marcou a Sessão Integrativa realizada pelo Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), na quinta-feira (7), na Câmara Municipal do município. Durante a apresentação do diagnóstico socioeconômico da cidade, o vice-presidente da Corte, conselheiro Ronald Polanco Ribeiro, revelou que a dívida municipal já alcança R$ 13,69 milhões, número considerado preocupante diante da realidade financeira local.

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A sessão faz parte do projeto de interiorização do Tribunal de Contas do Estado do Acre, que leva conselheiros e equipes técnicas para municípios do interior com o objetivo de aproximar o órgão da população, gestores e parlamentares.

Ao detalhar os dados econômicos de Manoel Urbano, Ronald Polanco destacou que a receita total do município mais que dobrou nos últimos anos, saindo de R$ 36 milhões em 2021 para R$ 76,9 milhões em 2025. Apesar do crescimento expressivo da arrecadação, o município ainda depende fortemente de recursos externos, já que 84,2% das receitas vêm de transferências estaduais e federais.

Durante a apresentação do diagnóstico socioeconômico da cidade, o vice-presidente da Corte, conselheiro Ronald Polanco Ribeiro, revelou que a dívida municipal já alcança R$ 13,69 milhões/Foto: Ascom TCE/AC

Mesmo com o aumento da movimentação financeira, o TCE-AC apontou que o avanço da dívida pública exige atenção imediata da administração municipal. Segundo o conselheiro, o cenário demanda maior controle dos gastos públicos, principalmente nas despesas com folha de pagamento e consumo de combustíveis.

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O diagnóstico apresentado pelo tribunal também mostrou outros desafios enfrentados pelo município. Na educação, Manoel Urbano possui IDEB de 4,69 e uma população predominantemente jovem, com mais de 51% dos moradores tendo entre 0 e 24 anos. O levantamento aponta a necessidade de ampliação de investimentos em qualificação profissional e políticas voltadas à juventude.

Na saúde, embora o município tenha cobertura total na Atenção Básica, o TCE identificou fragilidades nos índices de mortalidade infantil e na cobertura vacinal, considerados abaixo do esperado.

A área ambiental também entrou na pauta do encontro. O isolamento geográfico e o avanço do desmatamento foram apontados como fatores que dificultam o desenvolvimento logístico e econômico da região.

A presidente do TCE-AC, conselheira Dulce Benício, afirmou que a presença do tribunal nos municípios busca unir fiscalização e orientação técnica. Segundo ela, o objetivo é contribuir para a melhoria dos serviços públicos e da qualidade de vida da população.

Além das apresentações técnicas e julgamentos de processos, a sessão abriu espaço para participação popular. Moradores e lideranças comunitárias apresentaram demandas diretamente aos conselheiros.

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