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Influenciador acreano rebate associação entre games e violência após ataque ao Instituto São José

Por Por Aikon Vitor, da Folha do Acre 07/05/2026 10:37 Atualizado em 07/05/2026 10:37
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Após o ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, que resultou na morte de duas servidoras da escola, o influenciador acreano de Free Fire, Jardesson Lopes, conhecido nas redes sociais como Lopinho, publicou um vídeo em defesa dos jogos eletrônicos e criticou a associação automática entre videogames e episódios de violência.

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Na gravação, divulgada nas redes sociais, o criador de conteúdo afirma que responsabilizar os games por crimes como o atentado é uma “resposta fácil”, mas distante das causas reais do problema. Segundo ele, os jogos funcionam, para muitos adolescentes, como espaço de acolhimento, convivência e até de perspectiva de futuro.

“Enquanto alguns enxergam apenas uma tela, muitos jovens encontram dentro do jogo uma oportunidade de escape. Um lugar onde eles conseguem esquecer, pelo menos por algumas horas, problemas que enfrentam dentro de casa, na escola, na rua ou até dentro de si mesmos”, afirmou.

Lopinho também argumenta que parte dos jovens que passam horas conectados enfrenta situações de vulnerabilidade social, conflitos familiares, bullying e discriminação. Para ele, os ambientes virtuais acabam servindo como espaços de pertencimento.

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“Nos jogos, eles encontram uma comunidade, fazem verdadeiras amizades, encontram um propósito e, muitas das vezes, a única oportunidade de mudar de vida”, disse.

Ao longo do vídeo, o influenciador cita habilidades que, segundo ele, podem ser desenvolvidas por meio dos jogos eletrônicos, como raciocínio rápido, trabalho em equipe, liderança e comunicação. Ele também destaca o crescimento do mercado ligado aos games, incluindo esportes eletrônicos, produção de conteúdo e entretenimento digital.

“Deduzir isso a ‘os jogos causam violência’ não seria somente injusto, como também desvia o foco do verdadeiro problema”, declarou.

Para o criador de conteúdo, o debate sobre violência juvenil precisa considerar fatores sociais, emocionais e familiares. Segundo ele, a ausência de diálogo, o abandono emocional e a falta de acompanhamento de adolescentes representam elementos mais relevantes do que os jogos em si.

“O problema não é o que os jovens jogam. O problema é o que eles vivem, o que eles veem diariamente”, afirmou.

Lopinho também ponderou que a responsabilidade não deve ser atribuída exclusivamente às famílias, defendendo que escola, sociedade e contexto social influenciam diretamente no comportamento dos adolescentes.

“Não dá para colocar toda a culpa exclusiva para os pais. A sociedade também influencia. A escola, o ambiente, as oportunidades, ou até mesmo a falta delas. Tudo isso molda o comportamento de um jovem”, disse.

O influenciador encerra o vídeo defendendo maior presença e diálogo entre adultos e adolescentes, além de rejeitar a demonização dos jogos eletrônicos.

“No final das contas, o jogo não cria um problema. Mas pode, sim, fazer parte da solução”, concluiu.

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