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Cotidiano

Golpe da falsa renegociação de dívidas acende alerta no Acre; Defensoria Pública registra casos

Por Redação Folha do Acre 07/05/2026 09:28 Atualizado em 07/05/2026 09:28
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Empresas prometem reduzir juros e devolver valores, mas vítimas relatam prejuízos; Nudecon reforça orientação para evitar fraudes financeiras

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A promessa de aliviar dívidas e recuperar parte do dinheiro pago tem atraído consumidores em todo o país e acende um sinal de alerta no Acre. A Defensoria Pública registrou casos de empresas que oferecem serviços de revisão de contratos bancários com promessas sedutoras, mas que, na prática, configuram golpes.

A estratégia é sofisticada: anúncios bem elaborados, linguagem técnica e garantias aparentemente seguras. Em comum, as empresas afirmam conseguir reduzir juros de empréstimos já contratados e até devolver valores aos consumidores, muitas vezes sem a necessidade de ação judicial. No entanto, após o pagamento pelos serviços, as vítimas relatam ausência de resultados concretos e, em alguns casos, novas cobranças indevidas.

Diante desse cenário, o Núcleo de Promoção e Defesa do Consumidor (Nudecon), da Defensoria Pública do Acre, chefiado pelo defensor público Rodrigo Chaves, tem intensificado a atuação orientativa e o acompanhamento dos casos identificados. A preocupação é evitar que mais consumidores sejam lesados por práticas enganosas que exploram a vulnerabilidade de pessoas endividadas.

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Na prática

Um dos casos acompanhados pela instituição envolve um consumidor que, em busca de reorganizar sua vida financeira, encontrou na internet a publicidade de uma empresa que prometia descontos de até 70% na quitação de financiamentos. O site apresentava um método estruturado, com etapas que iam desde uma avaliação gratuita até a promessa de eliminação de parcelas em atraso e garantia de quitação da dívida. No entanto, segundo a Defensoria, as promessas não se concretizaram, evidenciando indícios de prática enganosa.

Além do prejuízo financeiro, situações como essa geram impactos emocionais profundos. A sensação de engano, a frustração e o agravamento do endividamento atingem diretamente a dignidade do consumidor, especialmente em casos que envolvem pessoas idosas.

A prática não é isolada. Plataformas de reclamação de consumidores registram diversos relatos semelhantes em todo o Brasil, indicando um padrão de atuação: abordagem de pessoas com dificuldades financeiras, promessas de soluções rápidas, cobrança antecipada e ausência de resultados efetivos. Outro ponto que chama atenção é o uso indevido do nome de instituições públicas para conferir legitimidade às ofertas. Em alguns atendimentos, consumidores foram informados de que os serviços teriam aprovação do Banco Central, o que não procede.

Orientações

Diante disso, o Nudecon alerta: promessas de redução garantida de juros ou devolução de valores devem ser vistas com cautela, especialmente quando condicionadas ao pagamento antecipado. A recomendação é que o consumidor busque orientação antes de contratar qualquer serviço deste tipo.

A Defensoria Pública reforça que está à disposição da população para esclarecer dúvidas, analisar contratos e adotar as medidas cabíveis em casos de fraude. Mais do que reparar danos, o objetivo é prevenir novas vítimas e fortalecer a educação em direitos.

Em um cenário de crescente endividamento, a informação ainda é a principal ferramenta de proteção.

Ascom Defensoria Pública do Acre

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