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Famílias são retiradas de casa após desbarrancamento às margens de rio no interior do Acre

Por Redação Folha do Acre 21/05/2026 10:13 Atualizado em 21/05/2026 10:13
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Duas famílias que vivem às margens do Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, precisaram sair da área por conta do desmoronamento de terra que atinge a região. Conforme a Defesa Civil do município, no total, cinco residências do bairro Miritizal foram mapeadas devido ao risco de cair.

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Conforme o coordenador da Defesa Civil do município, Damasceno Júnior, uma das famílias foi encaminhada para uma residência através de aluguel social, e a outra preferiu seguir para a casa de parentes.

A diarista Maria Francisca Araújo Bezerra, que também mora no bairro atingido pelos desmoronamentos, conta que a sensação é de preocupação. Conforme a mulher, as famílias estão sem dormir devido a encosta ficar caindo durante a madrugada.

“Cada vez que o barranco cai é um susto que a gente toma, se continuar quebrando do jeito que está, eu estou vendo a hora chegar aqui e levar a casa da gente”, relatou.

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Mãe solo, ela mora com os quatro filhos e explicou que tem o desejo de sair do bairro devido ao medo dos filhos se machucarem com o desbarrancamento.

“Tem dois anos que eu moro aqui e fico preocupada, pois [o desbarrancamento] está chegando perto da minha casa e eu não tenho terreno e nem tenho para onde ir ainda. Aqui alaga e a gente não pode mais ficar desse jeito, sobretudo com o barranco quebrando nesse área que é de risco”, reclamou.

O coordenador da Defesa Civil também explicou à Rede Amazônica Acre que o desmanche das residências mais críticas quanto ao risco de cair começou ainda nesta quarta-feira (20). “Hoje, nós demos início ao desmanche de uma casa, onde a solicitante foi até a Defesa Civil e fez a solicitação”, disse.

O bairro Miritizal, onde as famílias moravam, é o único ponto da cidade que foi atingido pelos desmoronamentos até o momento, segundo o órgão. Neste mês o rio chegou a marcar 14,19 metros no município e ultrapassou a marca histórica de 14,15 metros pela segunda vez no mês de maio.

“Nós já tivemos mais de 20 metros de assoreamento nessa parte do barranco do bairro Miritizal, tudo isso devido a essa subida e descida do manancial. Essa região aqui vai ficar cada vez mais comprometida ao longo dos anos”, destacou o coordenador.

O gestor ainda garantiu que quanto ao desmanche, a Defesa Civil tenta aproveitar parte das madeiras que erguem a estrutura das casas para levar para uma zona segura e assim, as famílias poderem utilizar os materiais e reconstruírem a moradia em um novo local.

A Defesa Civil também disse que iniciou um estudo técnico para avaliar e contabilizar as residências com maior exposição ao risco em decorrência do desbarrancamento no período pós-cheia do Rio Juruá. “Utilizamos um drone que está indo nas áreas mais isoladas”, resumiu Damasceno.

Informações G1

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