Famílias de funcionárias mortas em atentando no Instituto São José podem receber R$ 100 mil de indenização
O projeto de lei que previa indenização de R$ 100 mil para as famílias das vítimas fatais do ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, foi retirado de pauta nesta terça-feira (19) durante reunião das Comissões Juntas da Assembleia Legislativa do Acre (ALEAC). A proposta, apresentada pelo deputado estadual Pedro Longo (MDB), será transformada em uma emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, segundo decisão tomada pelos parlamentares durante a discussão da matéria.
O texto previa o pagamento de indenização humanitária em parcela única aos dependentes das servidoras Raquel Sales Feitosa e Alzenir Pereira da Silva, mortas durante o atentado registrado no último dia 5 de maio dentro do Instituto São José. A mudança de estratégia legislativa ocorreu após discussões sobre a viabilidade orçamentária e jurídica da proposta. Com a conversão em emenda à LDO, os deputados buscam criar previsão legal e financeira para garantir o pagamento futuro da indenização às famílias das vítimas.
O ataque ao Instituto São José, em Rio Branco, ocorreu quando um adolescente de 13 anos entrou armado na unidade de ensino utilizando uma pistola calibre .380 e efetuou disparos dentro da escola, no dia 5 de maio. Raquel Sales Feitosa, de 36 anos, e Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, morreram após tentarem conter o adolescente e proteger estudantes e funcionários da instituição. Outras duas pessoas ficaram feridas, incluindo uma estudante.
O caso provocou forte comoção no Acre e mobilizou autoridades estaduais, além de gerar debates sobre segurança nas escolas, acolhimento psicológico e responsabilização do Estado diante da tragédia. Desde o atentado, familiares das vítimas têm participado de atos públicos cobrando justiça e medidas permanentes de proteção nas instituições de ensino.
Com informações Ac24horas