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Polícia

Duas mulheres são presas em delegacia no interior do Acre por tráfico e falsa autoacusação

Por Redação Folha do Acre 20/05/2026 12:19 Atualizado em 20/05/2026 12:19
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Uma tentativa de entregar entorpecentes a um detento tomou um rumo inesperado na última terça-feira, 19, resultando na prisão de duas mulheres na Delegacia-Geral de Assis Brasil. O caso, que misturou tráfico de drogas e uma tentativa frustrada de “assumir a culpa”, chamou a atenção dos oficiais investigadores de polícia.

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Tudo começou quando uma mulher se apresentou à unidade policial identificando-se como familiar de um preso custodiado no local por suposto envolvimento em um homicídio. Ela solicitou autorização aos oficiais de polícia que estavam de plantão para entregar uma marmita com alimentação ao detento.

Seguindo o protocolo padrão de segurança, o oficial de polícia realizou a revista minuciosa do recipiente. Ao vistoriar o fundo da marmita, o agente encontrou um pequeno invólucro contendo uma substância semelhante à cocaína. Diante da descoberta, a mulher recebeu voz de prisão em flagrante imediatamente pelo crime de tráfico de drogas.

Pouco tempo após o primeiro flagrante, o enredo ganhou um novo capítulo. Uma segunda mulher compareceu à delegacia, também alegando ser familiar do mesmo detento. Para a surpresa dos agentes, ela assumiu a responsabilidade pelo entorpecente, afirmando que teria sido ela a pessoa quem escondeu a cocaína na comida.

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No entanto, a estratégia não convenceu a Polícia Civil. Após uma rápida apuração da autoridade policial, ficou constatado que a confissão era mentirosa. O plano tinha um objetivo claro, tentar anular o flagrante da primeira mulher e livrá-la da responsabilização criminal.

Em vez de libertar a comparsa, a segunda mulher também recebeu voz de prisão, sendo autuada pelo crime de falsa autoacusação (Art. 341 do Código Penal).

Ambas as mulheres permanecem presas e à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação da Polícia Civil em Assis Brasil para apurar se há mais pessoas envolvidas na rede de apoio ao detento.

Ascom Polícia Civil

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