Defesa de padrasto diz que adolescente teve acesso indevido à arma usada em ataque em escola: “sem autorização”
A defesa do advogado Ruan de Mesquita Amorim, padrasto do adolescente de 13 anos apontado como autor do ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, divulgou nota pública na noite desta terça-feira, 5, afirmando que o menor teve acesso indevido à arma de fogo utilizada no atentado.
O comunicado é assinado pelo advogado Antonio Freitas Ferreira Coelho e sustenta que Ruan Amorim não teve participação, incentivo ou conhecimento prévio das ações praticadas pelo enteado.
Segundo a nota, o advogado recebeu a notícia “com profundo pesar e consternação” e manifestou solidariedade às vítimas, familiares e à comunidade escolar atingida pela ocorrência.
“A defesa esclarece que o adolescente teve acesso indevido à arma de fogo pertencente a Ruan Amorim, sem sua autorização ou conhecimento prévio, circunstâncias que seguem sendo apuradas pelas autoridades competentes”, afirma trecho do documento.
A defesa também declarou que Ruan Amorim se apresentou voluntariamente às autoridades após tomar conhecimento do caso e que vem colaborando com as investigações desde o início.
“Desde o primeiro momento, Ruan tem colaborado integralmente com as autoridades, tendo se apresentado voluntariamente tão logo soube do ocorrido”, diz a manifestação.
O comunicado informa ainda que a Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas da Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre acompanha o caso. O grupo é presidido pelo advogado Bebeto Medeiros.
O ataque ocorreu na manhã desta terça-feira dentro do Instituto São José, escola localizada na região central da capital acreana. As vítimas fatais foram identificadas como Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37 anos.