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“Até hoje não sei como ele pegou a arma”, diz padrato de adolescente autor de ataque ao Instituto São José

Por Redação Folha do Acre 11/05/2026 10:01 Atualizado em 11/05/2026 10:01
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O advogado Juan Mesquita Amorim, padrasto do adolescente de 13 anos apontado como autor do ataque ao Instituto São José que resultou na morte de duas funcionárias da unidade de ensino, resolveu falar abertamente sobre o caso nesta segunda-feira (11).

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Juan concedeu entrevista ao programa Café com Notícias, da TV5 e deu detalhes sobre o assunto que ainda resulta em muitos questionamentos.

O advogado afirmou estar vivendo um momento de choque e disse que nunca esteve dentro da unidade de ensino.

Juan rebateu boatos de que teria procurado funcionárias da escola antes da tragédia. Segundo ele, não fazia sentido procurar a direção ou coordenadoras porque ele não era o pai biológico do estudante.

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“Eu nunca adentrei naquele estabelecimento. Nunca ultrapassei os limites daquele muro. Eu jamais ameaçaria qualquer pessoa. Se eu tivesse conhecimento de qualquer situação envolvendo ele, teria orientado a mãe e o pai a tomarem providências […] Eu não posso chegar na escola e pedir histórico escolar porque eu não sou o pai. Qual seria a lógica de eu ameaçar uma coordenadora? Isso é irracional. Minha filha nem estudava lá. Eu nunca tive contato com diretora, inspetora ou qualquer servidor do colégio”, afirmou.

Juana disse ainda que a arma usada no ataque ficava guardada em um quarto trancado e que não sabe como o adolescente teve acesso.

“Ela ficava no meu quarto, que permanecia trancado religiosamente todos os dias. Era um hábito da casa. Muitas vezes até perguntavam onde estava a chave. Até hoje eu não sei como ele conseguiu ter acesso à arma”, explicou.

Por fim, sobre o comportamento do enteado, o advogado afirmou que nunca percebeu sinais de agressividade ou sofrimento emocional dentro de casa. Segundo ele, o garoto mantinha uma convivência tranquila com a família.

“Eu não tive conhecimento de nenhuma reclamação da escola a respeito disso. Não querendo responsabilizar a escola por qualquer coisa, mas não tinha reclamações a respeito de bullying ou qualquer tipo de sofrimento. Então a gente não tinha o que agir porque se a gente não tinha o conhecimento de qualquer situação. Ele nunca reclamou, ele ia para a escola normalmente, ele voltava da escola normalmente, tranquilamente. Ele brincava com a minha filha quando chegava da escola, uma relação harmoniosa dentro da residência. Tanto que isso tem abalado muito a gente. A gente se pega perguntando, e eu me pego me perguntando o porquê que isso aconteceu, qual a motivação de que isso tenha acontecido, porque não tinham sinais em casa”, declarou.

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