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Artigo: quem decide o futuro dos nossos filhos?

Por Por Lúcio Costa 08/05/2026 09:43 Atualizado em 08/05/2026 09:43
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Houve um tempo em que a escola ensinava mais do que conteúdo.

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Ensinava valores.

Disciplina.

Respeito.

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Responsabilidade.

Matérias como EMC (Educação Moral e Cívica) e OSPB (Organização Social das Políticas Brasileiras) faziam parte da formação. Existia uma disciplina chamada Técnicas Agrícolas, onde ensinava os alunos a construir, plantar e cultivar hortas. Fazia parte da educação a cobrança e o ensino do hino nacional e o hino da bandeira.

A tabuada, uma ou duas vezes por semana era cobrada. Para quem estudou em escola particular, conheceu uma disciplina denominada: Programa de Saúde.

Hoje, isso praticamente desapareceu.

E no lugar… ficou um vazio.

Hoje temos algo que antes era limitado: escolha.

Escolher onde nossos filhos vão estudar.

Que tipo de formação queremos dar.

Que ambiente consideramos saudável.

E é aqui que começa o conflito.

Se existem pais que acreditam em escolas cívico-militares, por que essa escolha deveria ser impedida?

Se há aceitação por parte da população, por que transformar isso em disputa ideológica?
Não se trata de impor um modelo.

Se trata de permitir escolha.

Porque cada família conhece sua realidade, seus valores, suas necessidades.

Vivemos em um país onde a violência é uma preocupação constante.

E diante disso, surgem perguntas legítimas: modelos mais rígidos de educação podem ajudar?

Podem contribuir na formação de uma geração mais disciplinada?

Talvez sim.

Talvez não.

Mas impedir o debate não melhora nada.

O ponto central não é defender um sistema específico.

É defender um princípio: o direito da família de participar ativamente da formação dos seus filhos.

O Estado tem papel importante na educação.

Mas existe uma linha que precisa ser respeitada.

Porque quando decisões se afastam da realidade das famílias, o sistema perde conexão com quem mais importa.

No fim, a pergunta não é sobre escola militar ou não.

É mais profunda: quem deve ter a palavra final na formação dos filhos?

Porque educar não é só transmitir conteúdo.

É formar caráter.

É preparar para a vida.

E nisso, a família não pode ser ignorada.

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