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Acre registra mais de 5,6 mil crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, aponta MTE

Por Por Kauã Lucca, da Folha do Acre 20/05/2026 07:52 Atualizado em 20/05/2026 07:52
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O Acre registrou 5.642 crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos em situação de trabalho infantil ao longo de 2024, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.

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As informações também mostram que 2.745 crianças e adolescentes foram retirados dessa condição no estado por meio de ações realizadas pela Auditoria Fiscal do Trabalho durante o mesmo período.

De acordo com o levantamento, a maioria das vítimas do trabalho infantil no país é composta por crianças e adolescentes negros, que representam 66% dos casos registrados nacionalmente.

O estudo aponta ainda impactos diretos na educação. Enquanto a taxa de frequência escolar da população entre 5 e 17 anos é de 97,5%, entre crianças e adolescentes submetidos ao trabalho infantil o índice cai para 81,8%.

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Os dados divulgados pelo painel do MTE mostram também que o Acre registrou apenas um caso formal de afastamento relacionado ao trabalho infantil em 2024, ficando na última posição do ranking nacional nesse indicador.

Em 2023, o estado havia registrado oito casos de afastamento de crianças e adolescentes dessa condição.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, o aumento dos números reforça a necessidade de ampliar ações de prevenção e combate ao trabalho infantil, além de fortalecer a atuação conjunta entre poder público e sociedade.

Na Região Norte, além do Acre, os menores registros de afastamento foram observados no Amapá, com sete casos, e no Tocantins, com 22. Já Roraima liderou na região com 116 casos, seguido por Pará, com 84, e Rondônia, com 77.

No cenário nacional, o MTE informou que 2025 apresentou o melhor resultado desde 2017 no combate ao trabalho infantil, com cerca de 4,3 mil crianças e adolescentes afastados dessa situação. Segundo o ministério, aproximadamente 80% dos casos envolviam atividades consideradas entre as piores formas de exploração, com riscos à saúde, segurança e integridade física e psicológica.

O estado de Minas Gerais liderou o ranking nacional de resgates, com 830 crianças e adolescentes afastados do trabalho infantil.

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