O Acre está entre as unidades da federação com crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo boletim recente da Fundação Oswaldo Cruz. O levantamento indica que grande parte do país se encontra em situação de alerta, risco ou alto risco para doenças respiratórias.
De acordo com o relatório, o aumento das notificações no estado segue a tendência nacional, impulsionada principalmente pela circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) e da influenza A. As infecções têm maior impacto em crianças de até dois anos, grupo considerado mais vulnerável.
O cenário apresentado pela Fiocruz mostra que apenas Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul estão fora do nível de alerta. Em outras regiões, estados como Bahia, Pará e Minas Gerais também apresentam crescimento nos registros.
Já Amazonas, Rondônia e Roraima demonstram tendência de queda, enquanto Goiás, Maranhão e Tocantins mantêm estabilidade.
O boletim aponta ainda que, entre os casos positivos de SRAG nas últimas semanas, o VSR representa 36,2% das ocorrências, seguido pela influenza A, com 31,6%. Entre os óbitos, a influenza A aparece como principal causa, responsável por 46,9% dos registros.
A Fiocruz destaca que o aumento dos casos está relacionado ao período sazonal de circulação de vírus respiratórios no país.
