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Acre está entre os estados com pior índice de saneamento do país, aponta levantamento do Confea

Por Por Kauã Lucca, da Folha do Acre 22/05/2026 08:20 Atualizado em 22/05/2026 08:20
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O Acre aparece entre os estados brasileiros com os piores indicadores de saneamento básico, segundo levantamento divulgado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). O estudo alerta para a desigualdade nos investimentos em água e esgoto no país e para o risco de descumprimento das metas previstas no Marco Legal do Saneamento até 2033.

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Os dados foram apresentados na quinta-feira, 21, por meio da plataforma de índices de infraestrutura lançada pelo Confea. No ranking nacional, o Acre registrou nota 11,28, figurando entre os estados com menor desempenho no acesso e estrutura de saneamento.

O resultado deixa o estado distante das unidades federativas mais bem avaliadas, como Distrito Federal, que alcançou 80,19 pontos, além de Paraná, com 76,29, e Santa Catarina, que obteve 73,85.

O levantamento também mostra que outros estados das regiões Norte e Nordeste seguem com baixos índices, entre eles Pernambuco, Bahia e Pará.

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Durante evento promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), representantes do Confea destacaram que os investimentos em saneamento ainda se concentram em regiões consideradas mais atrativas economicamente, enquanto estados com maior déficit enfrentam dificuldades para ampliar a cobertura dos serviços.

Segundo o assessor da presidência do Confea, Alexandre Borsato, o Brasil precisaria investir cerca de R$ 230 por habitante ao ano para alcançar as metas nacionais de universalização. Em alguns estados, porém, o valor aplicado atualmente não chega a R$ 10 por pessoa.

Outro problema apontado pelo levantamento é o desperdício de água durante a distribuição. Em alguns estados, as perdas ultrapassam 40%, percentual acima da meta nacional prevista para os próximos anos.

O estudo também destaca que dificuldades estruturais não atingem apenas estados com menor desenvolvimento econômico. O Rio Grande do Sul, por exemplo, aparece com índices baixos na coleta e tratamento de esgoto, mesmo sendo uma das maiores economias do país.

Segundo o Marco Legal do Saneamento, o objetivo nacional é garantir, até 2033, acesso à água potável para 99% da população e cobertura de coleta e tratamento de esgoto para 90% dos brasileiros.

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