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TRE rejeita pedido do Republicanos para barrar divulgação de pesquisa eleitoral no Acre

Por Por Aikon Vitor, da Folha do Acre 14/05/2026 14:45 Atualizado em 14/05/2026 14:48
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O Tribunal Regional Eleitoral do Acre negou o pedido de liminar apresentado pelo Republicanos para suspender a divulgação da pesquisa eleitoral AC-07234/2026, realizada pelo Instituto Veritá sobre a disputa das Eleições 2026 no Acre.

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A decisão foi assinada pela juíza relatora Lilian Deise Braga Paiva no âmbito de uma representação protocolada pelo diretório estadual do partido.

Na ação, o Republicanos alegou que a pesquisa apresentaria uma série de inconsistências metodológicas e irregularidades técnicas que comprometeriam a confiabilidade do levantamento. Entre os pontos questionados estavam falhas na identificação partidária de pré-candidatos, supostas omissões sobre metodologia de coleta, divergências em dados estatísticos e inclusão de perguntas sobre avaliação de gestão.

O partido também sustentou que o levantamento apresentava problemas relacionados à auditabilidade e pediu a suspensão imediata da divulgação da pesquisa, além da proibição de reprodução dos resultados.

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Ao analisar o pedido, a magistrada entendeu que as supostas irregularidades apontadas ainda dependem de análise mais aprofundada e de manifestação da empresa responsável pelo levantamento.

Segundo a decisão, a suspensão de pesquisas eleitorais é medida excepcional e só deve ocorrer quando houver indícios claros de fraude, manipulação ou irregularidade grave capaz de comprometer a transparência do processo.

A relatora destacou que parte das alegações envolve discussões metodológicas e técnicas que precisam ser examinadas durante a instrução do processo, com garantia do contraditório.

Sobre os questionamentos envolvendo filiação partidária de pré-candidatos citados no questionário, a juíza considerou, em análise preliminar, que eventuais imprecisões não seriam suficientes, por si só, para invalidar a pesquisa.

A decisão também menciona que aspectos como delimitação territorial, plano amostral e critérios estatísticos exigem produção de prova técnica antes de qualquer medida mais drástica.

Outro ponto levado em consideração foi o fato de a pesquisa já ter sido divulgada anteriormente, em 28 de abril, circunstância que, segundo o entendimento da magistrada, reduz a urgência para adoção da medida extrema solicitada pelo partido.

Os números do levantamento colocam o senador Alan Rick na dianteira da disputa pelo governo do estado. No cenário estimulado, em que os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados, ele aparece à frente da governadora Mailza Assis e do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom.

Na pesquisa espontânea, modalidade em que o eleitor responde sem acesso prévio aos nomes dos candidatos, Alan Rick amplia a vantagem sobre os adversários, enquanto Mailza Assis permanece na segunda posição e Tião Bocalom aparece em seguida.

O levantamento também mediu os índices de rejeição dos pré-candidatos. Nesse cenário, Tião Bocalom lidera a rejeição entre os entrevistados, seguido por Alan Rick e Thor Dantas.

Com o indeferimento da liminar, o processo seguirá em tramitação no Tribunal Regional Eleitoral do Acre. O Instituto Veritá foi citado para apresentar defesa no prazo de dois dias.

Após essa etapa, os autos serão encaminhados à Procuradoria Regional Eleitoral do Acre, que deverá emitir parecer antes do julgamento definitivo do caso.

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