Após paralisação, prefeitura admite possível troca de operadora do transporte coletivo em Rio Branco
A paralisação do transporte coletivo em Rio Branco levou a prefeitura a adotar medidas emergenciais para restabelecer o serviço. Nesta sexta-feira (24), o prefeito Alysson Bestene afirmou que o município realizou um aporte financeiro extraordinário na empresa responsável pelos ônibus e sinalizou que pode substituir a atual operadora se não houver regularização.
De acordo com o gestor, o repasse foi feito para garantir o pagamento dos trabalhadores e permitir a retomada imediata da circulação. “Foi feito um repasse com urgência para quitar o salário dos servidores e a gente voltar à normalidade”, disse. Segundo ele, o cálculo considerou despesas com a folha salarial e impactos recentes no custo do combustível.
A crise expôs fragilidades no sistema e levou a prefeitura a decretar situação de emergência no transporte público, medida que abre caminho para contratações mais rápidas. “A gente já trabalha com um grupo técnico na construção de um edital emergencial, caso seja necessário buscar uma nova empresa”, afirmou.
A gestão municipal sustenta que tenta manter o equilíbrio financeiro do sistema sem repassar custos ao usuário. A tarifa segue fixada em R$ 3,50, mesmo com a pressão de despesas como diesel e manutenção da frota.
Sem garantir a permanência da atual concessionária, Bestene afirmou que a continuidade da empresa dependerá da capacidade de normalizar o serviço. “Na minha gestão, quem vai ter privilégio é a população”, declarou.
A previsão da prefeitura é de que o sistema entre em estabilidade em até dois meses. “A expectativa é que, entre 30 e 60 dias, a gente tenha o transporte funcionando de forma regular e com qualidade”, concluiu.