Início / Versão completa
Destaque

Justiça do Trabalho bloqueia frota de ônibus da Ricco após ação trabalhista em Rio Branco

Por Por Matheus Aguiar, da Folha do Acre 19/03/2026 09:54 Atualizado em 19/03/2026 10:02
Publicidade

A Justiça do Trabalho determinou o bloqueio dos veículos da empresa Ricco Transportes e Turismo LTDA após o ajuizamento de uma Ação Civil Pública movida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros e Cargas do Acre (SINTTPAC).

Publicidade

A decisão, assinada pelo juiz Felipe Taborda, atende parcialmente a um pedido de tutela de urgência e tem como objetivo garantir o pagamento de direitos trabalhistas supostamente descumpridos pela empresa.

Segundo o sindicato, a Ricco vem apresentando uma série de irregularidades, como atrasos salariais constantes, falhas no recolhimento de FGTS e INSS, além da supressão de intervalos de trabalho e condutas consideradas antissindicais. A entidade também aponta a paralisação unilateral de 31 linhas de ônibus como um agravante da situação.

Na decisão, o magistrado destacou que há indícios de um passivo trabalhista significativo e risco de prejuízo aos trabalhadores, caso a empresa venha a se desfazer de seus bens.

Publicidade

Com isso, foi determinada a indisponibilidade dos veículos da empresa, ficando proibida a venda, transferência ou retirada da frota do estado do Acre sem autorização judicial. A medida também foi comunicada à Polícia Rodoviária Federal e ao Detran, para garantir o cumprimento da decisão.

Além disso, a empresa terá o prazo de cinco dias para apresentar a lista completa de seus funcionários no estado, sob pena de multa diária.

O juiz ainda negou o pedido de bloqueio de recursos públicos, seguindo entendimento do Supremo Tribunal Federal, mas determinou que o município de Rio Branco seja notificado para, de forma voluntária, resguardar valores que eventualmente sejam devidos à empresa.

Uma audiência de conciliação entre as partes foi marcada para o dia 27 de março de 2026, por videoconferência.

Até o momento a empresa não se pronunciou sobre a decisão judicial. O espaço segue aberto para os devidos esclarecimentos.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.