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Jorge Viana anuncia pré-candidatura ao Senado, critica perda de protagonismo do Acre e defende nova articulação política

Por Por Aikon Vitor, da Folha do Acre 19/03/2026 16:19 Atualizado em 19/03/2026 16:20
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O ex-senador e atual presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, anunciou nesta quinta-feira, 19, que será pré-candidato ao Senado nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Rio Branco, organizada pela federação Brasil da Esperança, composta pelo Partido dos Trabalhadores, Partido Comunista do Brasil e Partido Verde.

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Segundo Viana, a decisão foi tomada após diálogo direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria solicitado sua participação mais ativa no cenário político local. O ex-senador afirmou que o convite ocorreu em reunião recente no Palácio do Planalto, quando Lula destacou a importância de mobilizar lideranças com experiência e influência política.

“O presidente deixou claro que as pessoas com protagonismo no país precisam estar nessa jornada, para garantir estabilidade democrática e um ambiente de paz no Brasil”, disse Viana.

De acordo com ele, havia um impasse pessoal entre permanecer à frente da ApexBrasil ou retornar à disputa eleitoral. A decisão, afirmou, também levou em conta consultas à família, aliados políticos e à executiva estadual do PT. “Conversei com minhas filhas, amigos e lideranças. Meu nome está colocado por esse chamamento coletivo e também por uma decisão pessoal de ajudar o Acre”, declarou.

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Durante a coletiva, Viana fez críticas à atual conjuntura política e administrativa do Estado. Sem citar nomes diretamente, afirmou que o Acre vive um período de retrocesso e perdeu relevância no cenário nacional.

“O Acre está andando rumo à Idade Média. É um momento de muito atraso. Perdemos completamente o protagonismo em Brasília”, disse.

O ex-governador também criticou o que chamou de ambiente político marcado por radicalização e disputas constantes. Segundo ele, há grupos mais preocupados com embates ideológicos do que com a gestão pública.

“Tem gente que está mais focada em confronto político do que em governar e melhorar a vida da população. Isso prejudica o Estado”, afirmou.

Apesar das críticas, Viana disse que pretende conduzir uma campanha propositiva. “A ideia é fazer uma campanha alegre, apresentando soluções e resgatando o orgulho do povo acreano”, declarou.

Além da pré-candidatura ao Senado, Viana indicou que a federação Brasil da Esperança trabalha para estruturar uma chapa competitiva no Acre. Ele confirmou que o grupo pretende lançar candidatura própria ao governo estadual e citou o médico conhecido como “Doutor Tó”, filiado ao Partido Socialista Brasileiro, como um dos nomes em discussão.

Segundo o ex-senador, as negociações incluem também partidos que ainda não foram anunciados publicamente. “Não vamos estar isolados. Estamos construindo uma boa aliança partidária e devemos surpreender”, afirmou.

Viana destacou que a estratégia envolve não apenas a disputa majoritária, mas também a formação de chapas competitivas para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa. Ele avalia que, com uma base eleitoral consolidada, o grupo pode eleger até dois deputados federais e três estaduais.

Relação com Lula e cenário nacional

O ex-senador também abordou o cenário político nacional, defendendo a gestão do presidente Lula e destacando indicadores econômicos positivos. Segundo ele, o Brasil vive um momento de crescimento, com redução do desemprego, queda da inflação e melhora das reservas internacionais.

Apesar disso, Viana reconheceu que o país permanece politicamente dividido. Para ele, o desafio das próximas eleições será garantir a continuidade de um ambiente democrático.

“Estamos diante de uma escolha importante: seguir fortalecendo a democracia ou retroceder. Eu prefiro ficar do lado que constrói estabilidade”, afirmou.

Ele também ressaltou que, mesmo sem histórico recente de vitórias eleitorais no Acre, o campo político ligado a Lula mantém potencial competitivo. “Qualquer analista pode estimar que uma candidatura apoiada pelo presidente pode alcançar cerca de 40% dos votos no Estado”, disse.

Ao relembrar sua trajetória, Viana destacou que iniciou a carreira política jovem, sendo candidato ao governo aos 30 anos, eleito prefeito de Rio Branco aos 32 e governador do Estado aos 38. Ele atribuiu sua ascensão ao apoio popular e à atuação contínua no mesmo campo político.

“Sempre estive do mesmo lado da história, no mesmo partido, defendendo um projeto para o Acre”, afirmou.

Questionado sobre a demora na definição das pré-candidaturas, Viana minimizou possíveis prejuízos e afirmou que o grupo agora deve acelerar as articulações até o prazo de desincompatibilização, no início de abril.

“Agora é hora de avançar, construir alianças e apresentar um projeto consistente para o Estado”, disse.

A coletiva reuniu lideranças políticas, militantes e representantes da imprensa local. A formalização das candidaturas deve ocorrer nas convenções partidárias, previstas para o calendário eleitoral de 2026.

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