Início / Versão completa
Cotidiano

Economia do Acre cresce 375% nos últimos 30 anos, diz levantamento

Por Redação Folha do Acre 11/03/2026 10:01 Atualizado em 11/03/2026 10:02
Publicidade

A economia brasileira registrou crescimento real de 222% entre 1995 e 2025, mas o avanço ocorreu de forma desigual entre os estados. É o que aponta o estudo “Uma Análise Histórica Regional do Crescimento Econômico Real nos Estados Brasileiros (1995–2025)”, divulgado pela plataforma Brasil em Mapas.

Publicidade

De acordo com o levantamento, o Acre acumulou expansão de 375% no período, desempenho significativamente acima da mediana nacional de 190% entre as unidades federativas. O resultado coloca o estado dentro do grupo que acompanha a mudança do eixo de dinamismo econômico do país, cada vez mais deslocado do Sudeste tradicional para o Centro-Oeste e parte do Norte.

O ranking de crescimento é liderado por Mato Grosso, com 661%, seguido por Tocantins (594%) e Mato Grosso do Sul (486%), estados fortemente impulsionados pela expansão do agronegócio e da fronteira agrícola nas últimas décadas.

Em contraste, economias historicamente mais consolidadas registraram ritmo menor de expansão. São Paulo cresceu 150%, Rio de Janeiro 191%, e Rio Grande do Sul 151%, enquanto o Distrito Federal teve 127%, o menor resultado do país, influenciado pela forte dependência do setor público e pela menor diversificação produtiva.

Publicidade

No caso do Acre, o crescimento de 375% indica que o Estado acompanhou parcialmente o movimento de expansão econômica do Centro-Norte brasileiro, embora partindo de uma base econômica menor. O avanço está associado sobretudo ao aumento do setor de serviços, expansão da administração pública, crescimento do comércio e maior integração logística com outras regiões da Amazônia e do Centro-Oeste.

Regionalmente, o Centro-Oeste apresentou o maior crescimento médio do país, com 408%, puxado pelo agronegócio de estados como Mato Grosso e Goiás. Já o Sudeste registrou a menor média regional, de 184%, reflexo do ritmo mais moderado de economias maduras e altamente industrializadas.

O estudo também destaca a emergência de novos polos produtivos fora do eixo tradicional da economia brasileira. Enquanto o agronegócio impulsionou estados do Centro-Oeste e parte do Norte, regiões como o Amazonas mantiveram crescimento apoiado no Polo Industrial de Manaus, e o Pará avançou com a indústria mineral.

Em 2025, o Produto Interno Bruto brasileiro alcançou cerca de R$ 12,7 trilhões. O agronegócio liderou o avanço anual, com crescimento de 11,7% e participação de 6,1% no PIB, enquanto o setor de serviços — responsável por cerca de 70% da economia — avançou 1,8%, e a indústria cresceu 1,4%, impulsionada principalmente pelas atividades extrativas.

Para os pesquisadores, os dados mostram que o Brasil passa por uma reconfiguração geográfica do crescimento econômico, com novas fronteiras produtivas ganhando espaço. No entanto, o estudo ressalta que crescimento econômico não significa necessariamente desenvolvimento equilibrado, indicando a necessidade de políticas públicas capazes de reduzir desigualdades regionais e transformar expansão econômica em melhoria efetiva das condições de vida da população.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.