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Confusão entre vereador e funcionário da UPA da Sobral vai parar na delegacia; Márcio Mustafá nega ameaças

Por Redação Folha do Acre 30/03/2026 09:25 Atualizado em 30/03/2026 09:26
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O vereador de Rio Branco, Márcio Mustafá (PSDB), foi encaminhado à Delegacia de Flagrantes (Defla), na manhã deste domingo, 29, na capital acreana, após um desentendimento com um funcionário da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Franco Silva, na Baixada da Sobral.

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De acordo com informações da polícia, a guarnição foi acionada após denúncia de ameaça por parte do parlamentar contra o técnico em enfermagem identificado pelas iniciais G. C. P. S. O servidor informou aos policiais que o episódio ocorreu durante o atendimento, quando o parlamentar chegou acompanhado da esposa em busca de assistência médica.

Segundo o servidor, a paciente passou pelos procedimentos de triagem e aguardava a classificação de risco, conforme o protocolo da unidade. Durante a espera, o vereador teria se irritado ao solicitar prioridade no atendimento e uma cadeira de rodas. O profissional afirmou que explicou a dinâmica do serviço e informou que havia um funcionário responsável pelo equipamento.

De acordo com o relato, o desentendimento se intensificou quando o vereador se aproximou, encostou o dedo no tórax do servidor e fez declarações interpretadas como ameaça. O técnico disse ter se sentido intimidado e manifestou interesse em registrar ocorrência.

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O vereador apresentou uma versão diferente aos policiais. Ele negou ter feito qualquer ameaça e afirmou que apenas questionou a demora no atendimento diante da situação de saúde da esposa. Também relatou que houve discussão com o funcionário e que, após o início do atendimento, retirou o veículo que estava estacionado em área restrita.

Diante das versões divergentes e da decisão do servidor de representar contra o caso, ambos foram encaminhados à Delegacia de Flagrantes para os procedimentos legais. A Polícia Militar informou que a condução ocorreu sem o uso de algemas e sem registro de lesões.

Após o episódio, houve relato entre funcionários sobre a possível chegada de um veículo com homens armados à unidade, o que levou ao reforço da segurança no local. No entanto, nenhuma pessoa foi localizada e a informação não consta no registro oficial da ocorrência.

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