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Após novo julgamento, júri absolve ex-sargento da PM acusado de matar adolescente de 13 anos em Rio Branco

Por Redação Folha do Acre 06/03/2026 08:08 Atualizado em 06/03/2026 08:41
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O ex-sargento da Polícia Militar do Acre, Erisson de Melo Nery, conhecido como sargento Nery, foi absolvido da acusação de homicídio pela morte de um adolescente de 13 anos durante julgamento realizado nessa quinta-feira, 5, no Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Rio Branco.

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A sessão durou cerca de 11 horas e contou com a apresentação das teses da acusação e da defesa perante o Conselho de Sentença. Ao final da votação dos quesitos, os jurados decidiram pela absolvição do militar.

A defesa de Nery foi conduzida pelo advogado Wellington Silva, que sustentou a inocência do réu durante a sessão plenária.

Caso ocorreu em 2017

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O episódio que deu origem ao processo aconteceu em 24 de novembro de 2017, no Conjunto Canaã, bairro Areal, na capital acreana. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o adolescente Fernando de Jesus, de 13 anos, teria participado de uma tentativa de furto na residência do então policial militar.

Segundo os autos do processo, o ex-sargento efetuou pelo menos seis disparos de arma de fogo contra o menor. A acusação sustentava que o militar teria agido com a intenção de fazer justiça pelas próprias mãos.

Durante a investigação, o Ministério Público também apontou a possibilidade de alteração da cena do crime, com a lavagem do corpo da vítima e do local, com o objetivo de sustentar a versão de legítima defesa.

Condenação anterior foi anulada

O caso já havia sido analisado anteriormente pelo Tribunal do Júri. Em novembro de 2024, Erisson de Melo Nery chegou a ser condenado a oito anos de prisão em regime semiaberto.

A sentença, entretanto, foi anulada em maio de 2025 pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre após recurso da defesa. Na ocasião, os desembargadores entenderam que o julgamento anterior teria considerado elementos que não constavam formalmente no processo, o que poderia comprometer o direito à ampla defesa.

Com a decisão, foi determinado a realização de novo julgamento pelo Tribunal do Júri, que resultou na absolvição do ex-policial nesta quinta-feira.

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