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Advogada denuncia ameaças de suposto integrante de facção no Acre: “De defensora, passei a ser alvo”

Por Redação Folha do Acre 11/03/2026 08:42
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A advogada Marina Belandi utilizou as redes sociais na noite de terça-feira, 10, para relatar ameaças e ataques sofridos durante o exercício de sua profissão. O caso motivou a emissão de uma nota oficial de repúdio pela Seccional Acre da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AC).

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De acordo com o relato da profissional, as intimidações ocorreram enquanto ela prestava assistência a uma cliente em uma delegacia. A cliente buscava auxílio estatal após meses de extorsão e ameaças. Segundo Marina, o agressor manteve o envio de mensagens e ligações mesmo na presença de autoridades policiais.

Ao assumir a interlocução técnica do caso, a advogada relatou ter sido alvo de ameaças diretas, incluindo a menção ao seu endereço residencial pelo agressor. O relato aponta ainda a ocorrência de ataques de gênero, com a exigência de que a negociação fosse conduzida por um homem e o questionamento da capacidade técnica da profissional, além de desafio às instituições, visto que o autor das mensagens afirmou pertencer a uma organização criminosa e declarou não temer as autoridades.

“A linha que separava a advogada da vítima foi rompida. De defensora, passei a ser alvo”, desabafou Marina em seu texto, ressaltando que o ataque é uma tentativa de silenciamento contra as mulheres que ocupam espaços de poder e defesa.

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Em um vídeo compartilhado por Marina, o agressor não se intimida em professar retaliações contra a advogada. “Não tenho medo de nada, estou para matar ou morrer”, diz o homem no áudio.

Apesar da gravidade das ameaças, Marina Belandi encerrou seu manifesto com um tom de resistência, cobrando que a rede de proteção às advogadas seja efetiva e compreenda as nuances de gênero envolvidas na violência. “Apesar da gravidade das ameaças, Marina Belandi encerrou seu manifesto com um tom de resistência, cobrando que a rede de proteção às advogadas seja efetiva e compreenda as nuances de gênero envolvidas na violência”.

O caso agora segue sob acompanhamento da Comissão de Prerrogativas da OAB/AC, que reforçou a importância de que qualquer advogado ou advogada que sofra intimidações denuncie imediatamente o ocorrido à Ordem.

https://www.instagram.com/p/DVt7xehiVnW/?utm_source=ig_embed&ig_rid=ba506267-7e90-4f87-ac0e-a0f540d92fb0

Com informações A Gazeta do Acre

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