Início / Versão completa
Geral

Acre terá chuvas acima da média até maio e seca severa do Rio Acre no verão, aponta previsão

Por Redação Folha do Acre 09/03/2026 11:14
Publicidade

O estado do Acre foi um dos pontos de destaque no prognóstico hidrometeorológico para 2026 apresentado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia durante o evento “Pré-Cheia”, realizado em Porto Velho (RO). As projeções indicam que o leste do Acre deve registrar chuvas acima da média até maio, período que concentra a maior parte das precipitações na Amazônia e costuma influenciar diretamente o nível dos rios e a rotina das comunidades ribeirinhas.

Publicidade

Segundo o meteorologista Laurizio Alves, o cenário climático deste ano está associado à atuação de uma La Niña de fraca intensidade, diferente do observado em 2023 e 2024, quando a região enfrentou períodos mais secos e forte incidência de queimadas. Outro fator destacado foi o aquecimento do Oceano Atlântico, que recentemente contribuiu para um período mais seco em estados amazônicos, incluindo o Acre e Roraima.

Durante a apresentação do sistema SipamHidro, o analista em ciência e tecnologia Flávio Altieri explicou que o monitoramento hidrológico mostra que a maioria dos rios da Amazônia permanece dentro da normalidade, mas alguns cursos d’água podem apresentar níveis abaixo da média em comparação ao ano passado. Entre eles está o rio Acre, monitorado em Rio Branco, referência para avaliação das condições hidrológicas no estado.

O especialista alertou que a situação exige atenção porque, mesmo durante o período chuvoso, alguns rios da região registraram níveis inferiores ao esperado nos últimos dois anos. Esse comportamento pode influenciar tanto o cenário das cheias quanto o risco de estiagem nos meses seguintes.

Publicidade

O prognóstico hidrometeorológico é considerado essencial para orientar ações de prevenção e planejamento nos estados da Amazônia Legal. As informações permitem antecipar medidas de defesa civil e reduzir impactos como alagamentos, prejuízos à infraestrutura urbana, contaminação de mananciais, doenças associadas à água contaminada e dificuldades de mobilidade em áreas ribeirinhas.

O evento reuniu especialistas de diversas instituições, entre elas o Serviço Geológico do Brasil, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o Operador Nacional do Sistema Elétrico e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, além de representantes do Ministério da Defesa. As projeções fazem parte do acompanhamento climático contínuo da Amazônia e servem de base para políticas de prevenção a desastres naturais em toda a região.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.