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Cotidiano

ABIN cita Acre como rota de garimpo ilgeal de mercúrio; cerca de 40 mil garimpeiros atuam na fronteira, diz relatório

Por Redação Folha do Acre 05/03/2026 08:58 Atualizado em 05/03/2026 09:04
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Um relatório realizado pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), intitulado “Mercúrio na Amazônia: redes criminosas transnacionais, vulnerabilidade socioambiental e desafios para a governança”, cita o Acre como rota ilgeal de extração de mercúrio.

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O relatório diz que cerca de 40 mil garimpeiro atuam de forma ilgeal na extração de mercúrio na região de fronteira do Acre com o Peru e Bolívia.

“A atividade garimpeira informal no Peru gera grandes impactos ambientais por uso de mercúrio, principalmente no leste do país, na região amazônica de Madre de Dios, próximo às fronteiras com Brasil, na cidade de Assis Brasil, no estado do Acre) e Bolívia. Nessa região, há aproximadamente 40 mil garimpeiros atuando de maneira informal e ilegal, resultando em 70% de toda produção ilegal de ouro do país andino. Estima-se que a atividade tenha sido responsável pelo despejo de 3 mil toneladas de mercúrio nos rios da região em 20 anos”, diz trecho do relatório.

CONFIRA O RELATÓRIO NA ÍNTEGRA

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O relatório constata que o Brasil é um dos principais destinos do mercúrio contrabandeado na América do Sul, utilizado majoritariamente em garimpos ilegais, e enfatiza a necessidade de ações coordenadas entre países amazônicos para conter o fluxo ilícito do metal e mitigar seus efeitos socioambientais.

O relatório

A mineração ilegal de ouro tem provocado impactos devastadores sobre o meio ambiente e as populações tradicionais, especialmente os povos indígenas e ribeirinhos. O uso indiscriminado de mercúrio, além de representar grave ameaça à saúde pública e à biodiversidade, alimenta circuitos econômicos ilícitos que desafiam a capacidade do Estado de exercer controle territorial e garantir os direitos fundamentais aos cidadãos.

O documento, que mapeia as cadeias internacionais de comércio e nacionais de contrabando de mercúrio, é fruto de acordo de cooperação técnica firmado em agosto de 2024 por ABIN e FBSP, durante o 18º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em Recife/PE. O relatório inaugura uma série de estudos conjuntos voltados à análise de temas estratégicos para a segurança pública e a soberania nacional.

 

 

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