Início / Versão completa
Cotidiano

MPF fiscaliza escolas e transporte para garantir Educação Escolar Indígena do povo Noke Koi/Katukina

Por Por Mirlany Silva, da Folha do Acre 14/01/2026 09:51
Publicidade

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um Procedimento Administrativo de Acompanhamento de Políticas Públicas para fiscalizar as ações da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE/AC) voltadas à garantia da Educação Escolar Indígena ao povo Noke Koi/Katukina, na Terra Indígena (TI) Rio Gregório. A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 43/2025, assinada pelo procurador da República Luidgi Merlo Paiva dos Santos, com prazo de duração de um ano.

Publicidade

A iniciativa tem como objetivo acompanhar, de forma continuada, o cumprimento de demandas consideradas essenciais para o acesso à educação indígena, entre elas a construção da escola da aldeia Panaya, a garantia de transporte escolar fluvial para estudantes de diferentes aldeias e a contratação de merendeiras para unidades escolares da região.

O procedimento tem origem em um Inquérito Civil, instaurado a partir de representação apresentada por lideranças indígenas do povo Noke Koi/Katukina, que relataram uma série de problemas relacionados à oferta da educação escolar indígena, como falta de professores, ausência de transporte, precariedade na estrutura das escolas e carência de profissionais de apoio.

Durante a apuração, o MPF constatou a existência das aldeias Panaya, Makoã, Vinoya, Toniya, Timbaúba e Arraia, além de verificar que há apenas o prédio da Escola Kamanawa do Sete Estrelas, localizada na aldeia Timbaúba, com dois anexos situados nas aldeias Panaya e Toniya. Embora parte das irregularidades iniciais tenha sido solucionada pela SEE/AC — como a contratação de professores, implantação da Educação de Jovens e Adultos (EJA), entrega de materiais e reforma e construção de escolas —, ainda permanecem pendentes pontos considerados sensíveis.

Publicidade

Entre eles está a contratação de merendeiras, que, segundo a Secretaria de Educação, depende da conclusão de um processo licitatório em andamento, uma vez que atualmente não há saldo contratual disponível. Outro impasse diz respeito à construção da escola da aldeia Panaya, que já motivou o ajuizamento de uma Ação Civil Pública (ACP) pelo MPF. De acordo com a SEE/AC, a ordem de serviço foi emitida e o local da obra já foi definido, mas o acesso para o transporte de materiais segue prejudicado devido ao nível do rio.

Também está sob acompanhamento a questão do transporte escolar fluvial para alunos das aldeias Vinoya, Arraia, Makoã e Timbaúba, que precisam se deslocar até a Escola Kamanawa do Sete Estrelas. O tema é objeto de outra ACP e de um processo licitatório que ainda se encontra em fase de análise técnica.

Como diligência inicial, o MPF determinou o envio de um ofício à SEE/AC, concedendo prazo de 15 dias para que a pasta apresente informações atualizadas sobre os processos licitatórios, esclareça se haverá contratação de merendeiras para o ano de 2026 e informe o cronograma previsto para o início da construção da escola da aldeia Panaya.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.