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Mais de 110 mil acreanos deixaram o Acre para morar em outros estados, diz IBGE

Por Por André Gonzaga, da Folha do Acre 13/01/2026 10:30 Atualizado em 13/01/2026 10:32
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O estado do Acre perdeu mais habitantes do que conseguiu atrair entre 2017 e 2022. Dados do Censo Demográfico revelam que 110,5 mil acreanos vivem em outras partes do país, enquanto apenas 71,3 mil pessoas vindas de fora decidiram se estabelecer aqui. O déficit migratório evidencia a dificuldade do Poder Público em manter residentes.

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Grande parte dos que saem busca oportunidades na vizinhança. Rondônia concentra 27,2% de migrantes, seguido pelo Amazonas, com 24,5%, e Mato Grosso, com 6,3%. O deslocamento reflete a procura por trabalho, estudo e melhores condições de vida.

Do outro lado, quem chega ao Acre vem sobretudo do Norte. Amazonenses representam 39% dos recém-chegados, seguidos por moradores de Rondônia (13%) e do Paraná (7,3%). A proximidade geográfica ajuda a explicar a intensidade desses fluxos.

O levantamento também mostra que a região tem o maior percentual de residentes nascidos em países estrangeiros, chegando a 0,9% da população. Na faixa de fronteira amazônica, a presença de bolivianos, peruanos e venezuelanos reforça a influência internacional sobre os movimentos populacionais.

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Em síntese, os números do Censo indicam que o estado continua sendo mais de saída do que de chegada. A perda de habitantes, somada à entrada limitada de novos moradores, evidencia os desafios para manter jovens e trabalhadores ocupados em sua terra natal.

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