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Política

Governo quer acabar com escala 6×1 e prevê aprovação de projeto ainda no primeiro semestre, diz Gleisi Hoffmann

Por Por Mirlany Silva, da Folha do Acre 29/01/2026 10:46
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A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que o fim da escala de seis dias de trabalho por um de folga (6×1) é uma das prioridades do governo federal para 2026. Em conversa com a imprensa na última quarta-feira, 28, ela disse que o Palácio do Planalto pode enviar um projeto para unificar as propostas que já tramitam no Congresso Nacional sobre o tema, com expectativa de aprovação ainda no primeiro semestre.

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Segundo a ministra, a mudança faz parte de uma agenda voltada à melhoria da qualidade de vida da população. “Depois do presidente ter feito a correção do salário mínimo por aumento real, ter conquistado mais empregos para a população, ter feito a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, está na hora de cuidar da qualidade de vida do povo brasileiro”, afirmou.

Gleisi destacou que a escala 6×1 impacta diretamente a rotina dos trabalhadores, especialmente das mulheres, que acumulam jornadas profissionais e domésticas. “Não é possível que as pessoas tenham um dia só por semana para descansar e para terem os seus afazeres domésticos e pessoais. Isso atinge principalmente as mulheres. Então, o presidente Lula está determinado”, disse.

A ministra afirmou ainda que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, tem se mostrado favorável à discussão do tema e que cabe ao governo articular apoio no Parlamento. Para ela, a proposta deve contar com respaldo popular e apoio dos parlamentares, a exemplo do projeto que ampliou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, aprovado por unanimidade no Congresso.

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“Quando você tem a opinião pública, quando você mostra certeza de uma proposta, eu acho que a casa se mostra sensível”, declarou, ressaltando que alguns setores produtivos, como a indústria, já adotam escalas diferenciadas de trabalho.

A proposta de mudança na jornada de trabalho é debatida por centrais sindicais, parlamentares e setores empresariais, e ainda deverá passar por discussões técnicas e políticas no Congresso antes de uma eventual aprovação.

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