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Em meio à alagação e desabrigados, secretário de Assistência Social deixa Rio Branco e vai participar de caminhada em apoio a Bolsonaro no DF

Por Por Mirlany Silva, da Folha do Acre 23/01/2026 11:49 Atualizado em 23/01/2026 11:54
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Em meio à alagação que atinge Rio Branco e deixa famílias em situação de vulnerabilidade, o secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), João Marcos Luz, deixou a capital acreana para participar de uma manifestação em apoio à anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro e de presos pelos atos de 8 de janeiro, em Brasília (DF).

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Nas redes sociais, o gestor publicou vídeos anunciando sua participação na chamada “Caminhada da Liberdade”, organizada por apoiadores do ex-presidente e liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG). Em uma das gravações, Luz afirma que está deixando Rio Branco para integrar o ato político, representando o prefeito Tião Bocalom, o senador Márcio Bittar e o movimento de direita no Acre.

“Meu espírito me diz que eu preciso ajudar. Estou saindo daqui a pouco e vou para a caminhada até Brasília. Vou representando o líder da direita, o movimento da direita do Acre, o prefeito Tião Bocalom. Eu tenho certeza, que de coração, todos os patriotas”, disse o secretário em um vídeo publicado em seu perfil.

Na legenda da publicação, Luz destacou a dependência financeira do estado em relação à União. “Nosso estado depende em cerca de 70% de recursos federais. O que acontece em Brasília reflete diretamente no Acre. Por isso, precisamos lutar por um Brasil melhor, para termos um Acre mais forte”, escreveu.

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Em outro vídeo, o secretário reforçou o discurso religioso e político, afirmando que “a solução que o Acre precisa passa pelo Congresso Nacional e pela Presidência da República” e que o momento exige “a junção do esforço físico com a fé”.

“Meus irmãos, tudo é possível ao que crê, nós cremos em Deus, e também fazemos a nossa parte. Estamos aqui fazendo a nossa parte, é a junção do esforço físico com a fé, certamente a vitória virá”, destacou Luz.

Já em uma terceira gravação, ao lado do senador Márcio Bittar, o gestor defendeu a mobilização em favor de Bolsonaro e dos presos do 8 de janeiro, afirmando que se trata de uma luta “pela liberdade”.

“Eu falei senador que essa guerra não é só física é espiritual também. Eu estou fazendo a parte física e certamente quem está em casa está orando. Vamos vencer!”, declarou João Marcos.

A manifestação, chamada de “Caminhada da Liberdade”, está no quinto dia de mobilização. O grupo saiu do interior de Minas Gerais na segunda-feira, 19, e segue em direção a Brasília, com previsão de chegada neste domingo, 25, ao meio-dia, na Praça do Cruzeiro, onde está programado um ato público. O percurso desta semana teve como ponto de partida a cidade de São Bartolomeu, a cerca de 40 quilômetros de Luziânia.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram manifestantes vestindo roupas verdes e amarelas, camisetas com frases de apoio ao ex-presidente e bandeiras do Brasil. A mobilização reúne políticos, apoiadores e lideranças conservadoras de diversas regiões do país.

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