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Política

Comissão da Câmara aprova projeto que cria Bolsa Telecomunicações para garantir internet gratuita a estudantes de baixa renda

Por Por Mirlany Silva, da Folha do Acre 26/01/2026 12:13
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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados Federais aprovou, em dezembro, o projeto de lei que cria o Programa Bolsa Telecomunicações, iniciativa que pretende oferecer acesso gratuito à internet para famílias de baixa renda com estudantes da rede pública de ensino básico e superior.

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O objetivo do programa é promover a inclusão digital, ampliando o acesso a conteúdos educacionais, serviços públicos e oportunidades de estudo para famílias beneficiárias de programas sociais, como o Bolsa Família.

De acordo com o texto aprovado, poderão participar do programa famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) que tenham filhos matriculados em escolas públicas. A prioridade será para famílias com renda per capita mensal de até R$ 218.

Os critérios de acesso, permanência e fiscalização ainda serão definidos em regulamento posterior, caso a proposta seja convertida em lei.

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A Comissão de Educação aprovou um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Maurício Carvalho (União/RO), ao Projeto de Lei nº 2240/2024, de autoria do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ).

Na versão original, o projeto previa internet gratuita para todas as residências com pessoas inscritas no CadÚnico ou com crianças e adolescentes matriculados na rede pública. O relator, no entanto, restringiu o alcance da proposta, concentrando o benefício nas famílias de baixa renda com estudantes, com o objetivo de direcionar os recursos públicos ao público mais vulnerável.

O Programa Bolsa Telecomunicações poderá ser financiado com recursos do governo federal, do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), de doações públicas ou privadas e de outras fontes nacionais ou internacionais.

Preferencialmente, os recursos deverão vir do orçamento federal. O uso do Fust dependerá de autorização do conselho gestor do fundo, que deverá avaliar as demandas de conectividade e a capacidade das redes disponíveis.

O projeto de lei ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

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