Início / Versão completa
Destaque

Bocalom entrega mercados de Rio Branco à iniciativa privada ao sancionar lei nesta sexta

Por Por André Gonzaga, da Folha do Acre 16/01/2026 09:33 Atualizado em 16/01/2026 09:34
Publicidade

Lei sancionada pelo prefeito autoriza concessão de espaços e define regras para lojistas e feirantes

Publicidade

O prefeito Tião Bocalom (PL) sancionou, nesta sexta (16/1), a norma que permite a administração dos mercados públicos Elias Mansour e São Francisco à iniciativa privada, com contratos que podem durar de cinco a quinze anos, prorrogáveis até o limite de 35 anos. A decisão, celebrada pelo Executivo como medida de eficiência, já foi alvo de críticas do Sindicato dos Camelôs e Feirantes, que teme impactos sobre os trabalhadores mais vulneráveis.

A nova legislação estabelece que empresas ou consórcios poderão assumir a gestão, operação e manutenção dos mercados mediante licitação. Caberá à licenciada cuidar da limpeza, segurança, manutenção das instalações, cobrança de aluguéis e até ações de marketing. Em troca, terá o direito de explorar comercialmente os boxes, quiosques e lanchonetes, alugando-os a lojistas e prestadores de serviços.

O texto prevê que os contratos sejam precedidos de estudos técnicos para analisar a viabilidade econômica. Caso os cálculos indiquem que o negócio não se sustenta sozinho, o município poderá subsidiar até 30% das despesas, com revisão trimestral para verificar se o apoio continua necessário.

Publicidade

Para os comerciantes, a principal mudança será a forma de ocupação dos espaços. Quem já possui concessão válida terá prioridade na locação, mas precisará atender a requisitos como estar em dia com o município, não ter perdido outros pontos por descumprimento de regras, não possuir renda oficial e estar registrado como microempreendedor individual, microempresa ou empresa de pequeno porte.

Além disso, cada beneficiário só poderá ocupar uma unidade, sem direito de repassar o espaço a terceiros.

O valor do aluguel será definido em contrato e poderá variar conforme localização, tamanho e consumo de água do ponto comercial. A correção será anual, seguindo o índice de preços IGP-M ou outro que venha a ser adotado por lei. No entanto, o município não será fiador nem garantidor dos pagamentos.

Ao fim do prazo, todos os bens revertidos durante a gestão privada retornarão ao patrimônio público, sem direito a indenização à concessionária ou aos locatários. A responsabilidade por encargos trabalhistas, previdenciários e fiscais também ficará integralmente com a empresa que assumir a administração.

Com a medida, a prefeitura busca modernizar a gestão dos mercados e reduzir custos. Já os feirantes e camelôs enxergam risco de aumento de despesas e perda de autonomia. Entre promessas de eficiência e receios de exclusão, o futuro dos espaços tradicionais de Rio Branco passa a depender da lógica empresarial.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.