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Bittar critica decisão sobre transferência de Bolsonaro à Papuda e alega tortura e perseguição política

Por Por Kauã Lucca, da Folha do Acre 16/01/2026 08:22
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O senador Márcio Bittar (PL) usou as redes sociais na quinta-feira, 15, para comentar, por meio de um vídeo, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a Penitenciária da Papuda, em Brasília.

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Na gravação, Bittar afirma que a medida não se limita a um procedimento administrativo e sustenta que o caso representa perseguição política. “O que está acontecendo hoje no Brasil não é justiça, é perseguição política”, declarou o senador.

Segundo o parlamentar, a decisão ignora aspectos pessoais e jurídicos que deveriam ser considerados. “Ignoram a idade, o histórico, a saúde e o princípio mais básico da dignidade humana”, afirmou, ao criticar a condução do caso pelo Judiciário. Em outro momento, ele questiona a urgência da transferência. “Será que essa pressa toda não tem relação com o fato de que a Comissão de Direitos Humanos poderia constatar que o barulho ensurdecedor está acima do permitido?”, disse, acrescentando que a situação poderia caracterizar tortura.

Bittar também reforçou o pedido apresentado pela defesa e pela família do ex-presidente. “A defesa e a família do presidente Bolsonaro pedem a prisão domiciliar. Aliás, ele nem deveria estar preso. Mas, estando preso, pedimos prisão domiciliar, e não que o presidente fosse levado para a Papuda”, afirmou.

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No vídeo, o senador amplia a crítica e afirma que o episódio ultrapassa a figura de Bolsonaro. “Isso não é apenas sobre Bolsonaro. Isso é um recado para todos que ousarem levantar a sua voz”, disse. Para ele, quando o Estado “usa o poder para perseguir um adversário político” e “transforma a prisão em instrumento de vingança”, a democracia é colocada em risco.

Em um dos trechos mais enfáticos, Bittar afirma que há uma tentativa deliberada de enfraquecer politicamente o ex-presidente. “Eles querem eliminar Bolsonaro. E quando eu falo eliminar, não é força de expressão. É pela exaustão, pelo medo e pela intimidação”, declarou. Segundo o senador, o objetivo seria “quebrar um homem para intimidar milhões”.

Por fim, Bittar reafirmou sua ligação política com Bolsonaro e prometeu seguir atuando em sua defesa. “Bolsonaro é o meu líder político, e jamais arredarei o pé dessa luta até ver Bolsonaro livre”, concluiu.

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