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Polícia

Apesar de alertas de órgãos de controle em outros estados, Acre mantém contratos sem licitação com a Lamppit Solution Tecnolgoia

Por Por Gina Menezes, da Folha do Acre 27/01/2026 10:55 Atualizado em 27/01/2026 11:06
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Mesmo após ter contratos questionados e sofrer restrições administrativas em outros estados, a empresa Lamppit Solutions Tecnologia Ltda. continua sendo contratada pelo governo do Acre por meio de dispensa de licitação, em acordos firmados com diferentes secretarias estaduais.

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Levantamento feito a partir de dados públicos mostra que a Lamppit mantém contratos, sem concorrência pública, com ao menos quatro pastas do governo estadual: Secretaria da Fazenda (Sefaz), Secretaria de Administração (Sead), Secretaria de Planejamento (Seplan) e Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (SEICT).

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A contratação reiterada por dispensa ocorre apesar de a empresa já ter sido alvo de apontamentos da Controladoria-Geral da União (CGU) em outros entes federativos, onde órgãos de controle recomendaram revisão de contratos, ajustes de procedimentos e maior rigor na adoção de critérios de competitividade.

Dispensa recorrente chama atenção

A legislação permite a dispensa de licitação em situações específicas, como emergência, inviabilidade de competição ou singularidade do serviço. Especialistas em direito administrativo ouvidos pela reportagem afirmam que a repetição desse modelo ao longo do tempo, especialmente em serviços de tecnologia amplamente ofertados no mercado, tende a exigir justificativas técnicas mais robustas.

“Quando há diversas empresas aptas a prestar o mesmo serviço, a licitação é o caminho natural. A dispensa reiterada pode não ser ilegal, mas certamente é atípica e merece explicações”, afirma um consultor em compras públicas que pediu anonimato.

No caso específico dos serviços prestados pela Lamppit, o próprio mercado de tecnologia da informação conta com múltiplas empresas nacionais e regionais que oferecem soluções semelhantes, o que levanta questionamentos sobre a ausência de processos licitatórios abertos.

Em outros estados, após recomendações da CGU, administrações públicas passaram a reavaliar contratos e adotar modelos mais competitivos de contratação, como pregões eletrônicos ou concorrências técnicas.

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