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Prefeitura de Rio Branco e outros municípios são alvos de operação da CGU e PF que investigam esquema de fraudes em licitações

Por Por Kauã Lucca, da Folha do Acre 03/12/2025 08:09 Atualizado em 03/12/2025 08:37
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A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, na manhã desta quarta-feira, 3, a Operação Dilapsio, que investiga um esquema de fraudes em processos licitatórios envolvendo a Prefeitura de Rio Branco e os municípios de Senador Guiomard, Assis Brasil e Plácido de Castro. As suspeitas incluem direcionamento de contratos, conluio entre empresários e agentes públicos e simulação de concorrência em licitações.

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A investigação teve início em fevereiro de 2025, após análises da CGU apontarem indícios de manipulação de contratações financiadas com recursos federais — incluindo emendas parlamentares. Segundo a Controladoria, o prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 3,3 milhões. Também foram identificados documentos supostamente falsificados utilizados para comprovar qualificação técnica de uma das empresas beneficiadas pelo esquema.

A operação apura crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos, uso de empresas de fachada e frustração do caráter competitivo das licitações. Estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão: cinco em Rio Branco e três nos municípios de Plácido de Castro, Assis Brasil e Senador Guiomard. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens, o sequestro de imóveis e veículos e o bloqueio de valores equivalentes ao dano apurado.

A ação mobiliza oito servidores da CGU e 35 policiais federais.

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Impacto social

Segundo os órgãos de fiscalização, o desvio de recursos destinados a obras e serviços essenciais afeta diretamente a vida da população. Contratos direcionados ou superfaturados resultam em obras não realizadas ou de baixa qualidade, gerando consequências como infraestrutura precária, alagamentos, deficiências no saneamento, problemas de mobilidade urbana e maior vulnerabilidade social.

A CGU orienta que informações relacionadas à Operação Dilapsio ou outras irregularidades podem ser registradas de forma anônima na plataforma Fala.BR. Para isso, o denunciante deve selecionar a opção “Não identificado”, escolher a categoria “Operações CGU” e informar, no campo destinado ao relato, o nome da operação e o estado onde ocorreu a ação.

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